Luís Pinto: «V. Guimarães? Temos de representar o clube a full-time...» - TVI

Luís Pinto: «V. Guimarães? Temos de representar o clube a full-time...»

Arouca-V. Guimarães (FOTO: Manuel Fernando Araújo/Lusa)

Técnico destaca falta de agressividade da equipa frente ao Arouca, que considera ter tido mais «ambição» do que os vimaranenses

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Luís Pinto, treinador do V. Guimarães, em declarações na conferência de imprensa após a derrota frente ao Arouca por 3-2, na 21.ª jornada da Liga:

Uma primeira análise ao encontro, com foco na vertente tática

«Na vertente mais tática, conseguimos, na primeira parte, ter muitas ligações de qualidade a partir do corredor esquerdo, essencialmente. Criámos vantagem por esse mesmo corredor. Chegámos imensas vezes dentro da área, que depois faltou-nos atravessarmos a bola, para batermos na baliza, porque o relevado estava pesado, o vento estava a nosso favor, e nós devíamos ter tido mais objetividade em determinados momentos, porque tínhamos alguma facilidade em conseguir chegar pelo corredor esquerdo. Mas estávamos bem no jogo, estávamos a controlar o jogo. Conseguimos fazer dois golos de forma totalmente merecida. Depois, muito sinceramente, acho que a nível tático, aquilo que aconteceu foi que nós deixámos de... nem pressionámos alto, nem ficámos em bloco mais baixo. Estávamos com a equipa, na segunda parte, uns a querer estar mais à frente, outros a querer estar mais atrás. Criou-se muitos espaços entre o bloco, o Arouca conseguiu ligar algumas vezes, conseguiu estar a variar-se entre o jogo e chegar ao corpo contrário. Numa dessas situações ganha um canto, no canto faz golo. E foram mais abnegados que nós, tiveram mais ambição que nós na segunda parte.»

Correções ao intervalo

«Nós tentamos passar a mensagem de irmos em busca do terceiro golo, que era importante nós fazermos o terceiro, termos uma atitude proactiva e fazermos o básico. Porque aquilo que começou a acontecer, na segunda parte foi igual, e até quando estávamos em desvantagem, temos imensas perdas de bola por falta de fazer o que é básico. E nós devíamos ter feito o básico, era para continuarmos a atacar em cima da área do Arouca. Quando tivemos a atacar em cima da área do Arouca, que foi só após o 3-2, porque até lá não o fizemos. Mas tivemos imensas perdas de bola, com coisas que nós tínhamos que tocar só no jogador que estava de frente, e quisemos sempre fazer o mais difícil. O relvado até se portou bastante bem para aquilo que choveu, mas, com o estado do campo, com a chuva que estava, a mentalidade faria a diferença toda, e nós tivemos uma mentalidade muito, muito boa na primeira parte, ou em grande parte da primeira parte.»

O que é que falhou no bloco vitoriano?

«Não houve mudança estratégica, nós não conseguimos continuar a pressionar da forma que estávamos a fazer. Faltou-nos agressividade, ficámos com o bloco muito comprido, tínhamos a primeira linha de pressão na mesma zona que tínhamos na primeira parte, mas tínhamos a linha defensiva extremamente baixa. Mais do que tudo, é uma questão de mentalidade da nossa parte. Temos de conseguir jogar os jogos todos, de início ao fim, de uma forma dinâmica em que quem vem ver, também se reveja, porque é importante nós percebermos o clube que representamos e percebermos que temos de representar a full-time, e que não em part-time, ainda hoje é uma demonstração disso.»

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