Vasco Seabra, treinador do Arouca, em declarações na conferência de imprensa após a vitória sobre o V. Guimarães por 3-2, na 21.ª jornada da Liga:
Uma primeira análise ao encontro, com foco na vertente tática
«Eu acho que foi um excelente jogo. Eu penso que, na primeira parte, o Vitória estava forte na pressão, é um facto, mas também com o benefício do vento que estava muito forte na primeira meia hora, essencialmente. Ou seja, estava difícil para nós conseguirmos construir, porque o Vitória estava com uma pressão muito forte e as vantagens que estavam a acontecer tinham que ser vantagens que nós tínhamos que criar, essencialmente, pelo nosso lado esquerdo. A nossa equipa demonstrou uma clarividência muito grande durante todo o jogo e acaba por, no lance que acabamos por ter alguma felicidade no golo do Trezza, mas as vantagens que estávamos a explorar eram precisamente essas, era atrair a pressão do Vitória muito à frente, abrir espaço nas costas para conseguirmos explorá-lo.»
O que falou ao intervalo?
«Aquilo que eu falei ao intervalo foi mostrar-lhes aquilo que eles valem realmente. A nossa equipa tem uma paixão muito grande pelo jogo, pela forma como treina, pela ambição que tem. Temos muita gente que quer ganhar na vida. Eles treinam todos os dias com uma paixão muito grande. E nós estávamos a perder em coisinhas, às vezes, de um duelozinho aqui, um duelozinho ali, o Vitória a ficar com a bola num contactozinho. Na segunda parte, o Vitória também não pressionou tanto com os extremos, o que nos permitiu também ter uma segunda fase de construção mais elaborada, que para os nossos jogadores técnicos também acaba por trazê-los mais ao jogo. E acho que foi uma vitória justa contra um bom adversário, mas onde nós mostramos que estamos num processo de crescimento bom, forte.»
Momento do Arouca nos últimos jogos da Liga
«Tivemos uma fase difícil, dura, que parecia que as coisas não queriam acontecer para o nosso lado e a equipa manteve-se sempre a trabalhar com uma forma, uma convicção e uma crença muito grande. Por vezes é mais fácil deixar cair e a equipa nunca deixou cair, pelo contrário, manteve-se sempre muito ligada às nossas informações, ao nosso compromisso com eles. Isso tem que nos dar a possibilidade de perceber que, no próximo jogo, estes 14 pontos que fizemos em 8 jornadas não nos dão nada quando o jogo começar. Essa tem que ser a mentalidade da nossa equipa diariamente. No momento da fragilidade que estávamos, nunca largámos e nunca desistimos e agora porque as coisas nos estão a sair do corpo e estão-nos a correr bem.»