Aprovada chave de distribuição das receitas da centralização dos direitos televisivos - TVI

Aprovada chave de distribuição das receitas da centralização dos direitos televisivos

AG da Arena Liga Portugal (Liga)

Clubes aprovaram proposta em Assembleia Geral com 80 por cento dos votos

A proposta de chave de repartição das receitas provenientes da comercialização centralizada dos direitos televisivos da Liga e II Liga, elaborada pela Liga Centralização, foi aprovada esta segunda-feira, com 80 por cento dos votos, na Assembleia Geral que decorreu no Porto.

«A chave de repartição resulta de um longo trabalho de estudo e diálogo com todas as Sociedades Desportivas, tendo como princípios estruturantes a equidade, a meritocracia, a transparência desportiva, o alinhamento estratégico e a valorização sustentada das competições profissionais. A sua aprovação representa um marco histórico no processo de centralização dos direitos audiovisuais em Portugal, concretizando uma etapa fundamental de um projeto transformador para o futuro do Futebol Profissional», refere a Liga em comunicado.

«Reconhecendo a natureza evolutiva deste processo, o modelo agora aprovado foi concebido para responder aos desafios e objetivos do primeiro ciclo de comercialização centralizada, promovendo os comportamentos e incentivos considerados mais adequados à atual fase de implementação. Neste contexto, a chave de repartição deverá ser objeto de avaliação e discussão em cada novo ciclo, acompanhando a evolução do mercado, das competições e das necessidades estratégicas do setor.»

Esta proposta de distribuição, que entrará em vigor a partir da época 2028/29, divide a receita após a centralização dos direitos entre 90 por centro para os clubes da Liga e os restantes 10 por cento para emblemas da II Liga.

A proposta aprovada assenta num modelo que combina diferentes critérios de repartição, valorizando o mérito desportivo, o desempenho nas competições nacionais, o ranking europeu da UEFA e o histórico recente dos clubes na Liga.

A distribuição das verbas na Liga vai ser definida por cinco critérios e a maior fatia está ligada ao sucesso desportivo, uma vez que 57,5 por cento do valor será alocado em função da posição final no campeonato, do histórico de classificações e da contribuição para o ranking da UEFA.

Haverá ainda 20 por cento repartidos pelos clubes em partes iguais, enquanto os restantes critérios incluem em parcelas mais pequenas as assistências médias nos estádios e as audiências televisivas (17,5 por cento), as condições proporcionadas para as transmissões (cerca de 3 por cento) e a qualidade dos relvados, da iluminação e das condições para o trabalho da comunicação social (2 por cento).

Recorde-se ainda que o Nacional tinha apresentado uma proposta alternativa, que defendia uma distribuição mais igualitária, propondo que cerca de metade do valor global a negociar, estimado em aproximadamente 250 milhões de euros anuais, fosse repartido em partes iguais entre os participantes.

Antes da votação principal, o Nacional viu rejeitado um recurso que pretendia a votação simultânea da proposta da Liga Centralização e da proposta alternativa do clube madeirense.

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