Figura: Samuel Dahl, o rato de laboratório
O sueco entrou em campo numa posição mais adiantada do que é habitual, à frente de Alvaro Carreras, incluindo no trio de apoio a Pavlidis que contava ainda com Amdouni e Akturkoglu. O jovem sueco demorou alguns minutos a adaptar-se à nova posição, caindo por três vezes em fora de jogo nos primeiros minutos de jogo, incluindo aqui o lance que acabou por ditar a anulação de um golo madrugador de Akturkoglu, neste caso por oito centímetros, mas a verdade é que veio a ser um dos grandes destaques desta goleada.
O sueco está diretamente ligado aos três primeiros golos, os dois primeiros, curiosamente, do lado direito, na sequência de pontapés de canto. É ele que marca o canto no primeiro golo e, no segundo, é ele que faz a assistência para Pavlidis. Já sobre a esquerda, somou mais uma assistência, espetacular, para Amdouni fazer o terceiro da tarde. Além dos golos, o sueco esteve sempre muito ativo sobre a ala, projetado para a profundidade, rompendo facilmente nas costas da linha defensiva do AVS para criar desequilíbrios.
Momento do jogo: Tomás Araújo abre caminho para a goleada
Num jogo com seis golos, escolhemos o primeiro, marcado por Tomás Araújo, por ter sido o que abriu caminho para a confortável vitória do Benfica esta tarde. Um lance de laboratório, com Samuel Dahl a ir até ao lado direito para combinar com Kokçu, na sequência de um canto, antes do turco cruzar para o seguindo poste onde surgiu António Silva a cabecear. Ochoa ainda defendeu com os pés, mas já não conseguiu travar a recarga de Tomás Araújo. Oito minutos e estava aberto o caminho para a goleada do Benfica que haveria de chegar à meia-dúzia.
Outros destaques:
Pavlidis
Só marcou um golo esta tarde, mas o internacional grego esteve muito em jogo, dando muitas vezes a ideia que havia mais de um Pavlidis sobre o relvado. Jogou essencialmente no corredor central, mas caiu muitas vezes para a direita para combinar com Kokçu e Tomás Araújo, oferecendo uma dinâmica imparável àquela ala de onde surgiram os primeiros golos. O segundo golo, o tal que teve a assinatura do grego, resulta de um lance de laboratório, com a bola a sair de um pontapé de canto e a ser jogada ao primeiro toque até à finalização de Pavlidis. Um grande golo que deixou o Estádio da Luz rendido. Melhor ainda foi a forma como o grego trabalhou a bola para Akturkoglu fazer magia no quarto.
Akturkoglu
Outro jogador que esteve associado à imparável dinâmica que o Benfica exibiu frente ao AVS, ora no apoio a Samuel Dahl, ora no apoio a Pavlidis, o internacional turco encheu o campo e também marcou um dos golos com assistência do grego. Marcou e também fez uma assistência, com um grande passe para o golo de Belotti.
Kokçu
Uma exibição menos vistosa, mas igualmente importante do outro turco em campo. Kokçu trabalhou na sombra, mas está na origem dos melhores lances de ataque do Benfica. Com uma grande visão de jogo, foi quase sempre Kokçu, com peso e medida, a quebrar a linha defensiva do AVS, com passes bem medidos para os companheiros. O resultado ficou fechado com uma cabeçada do capitão Otamendi, num lance que nasce numa bomba do turco. Lá está, «rebentou» com a linha defensiva do AVS.
Suplentes de luxo
O Benfica levantou o pé na segunda parte, mas voltou à carga depois das alterações promovidas por Bruno Lage. Schjelderup, Prestianni e, sobretudo, Belotti entraram muito bem no jogo e acabaram por contribuir para a goleada que o Benfica conseguiu esta tarde.