A Figura: Andreas Schjelderup
Em mais um jogo que ilustra o seu crescimento enquanto jogador, o norueguês deu trabalho a Alberto Costa com as suas já habituais incursões da ala para o meio. Decidia quase sempre bem. Porém, nem sempre era ajudado pelos colegas da frente. Bateu um livre que deu sensação de golo aos 27m. Mas o seu momento chegou. Na segunda metade, o extremo surgiu no sítio certo para marcar o golo que relançou o jogo, à passagem do minuto 70. Se há uns meses era um dos preteridos, neste domingo cumpriu a totalidade do emocionante Clássico.
O Momento: golo de Leandro Barreiro, 88m.
Perante um jogo que já parecia decidido para o lado dos dragões, a crescente imposição ofensiva das águias na segunda parte trouxe frutos, bem como as mexidas promovidas por José Mourinho. Aos 70m, Andreas Schjelderup reduziu após bom trabalho de Lukebakio e a alma benfiquista reavivou-se. Aos 88m, chegou o catarse. O recém-entrado Franjo Ivanovic pegou na bola no corredor direito, lançou um cruzamento como nunca o tínhamos visto lançar e serviu Leandro Barreiro, que surgiu para no sítio certo para empatar o jogo.
⚽ GOLO
— VSPORTS (@vsports_pt) March 8, 2026
Leandro Barreiro 88'
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Outros destaques:
Leandro Barreiro: esteve em dúvida para o jogo por motivos físicos e foi resguardado no banco de suplentes. Entrou aos 75 minutos, mas teve tempo para desempenhar um papel essencial na partida. Além de emprestou entrega nos lances que disputou, marcou um belo golo na chegada à área, aos 88 minutos.
Dodi Lukebakio: mal tinha entrado, mostrou logo o porquê de ser necessário em jogo. Depois de uma exibição ineficaz de Prestianni, especialmente quando era preciso cortar para o meio, o esquerdino fez aquilo que lhe é natural – encarar o defesa e rematar ao poste mais distante. A bola bateu no poste e sobrou para o felizardo Schjelderup.
Richard Ríos: voltou a alinhar com Enzo Barrenechea no meio-campo, num regresso às escolhas do início da temporada. Num jogo de duelos e intensidade alta, foi bastante útil no meio-campo, ainda que a sua vontade de pressionar o desposicione amiúde. Fez alguns bons passes progressivos.
Franjo Ivanovic: chega a ser irónico - tantas vezes relegado aos corredores por José Mourinho, apesar de ser avançado-centro, foi a partir de um corredor que teve a sua maior contribuição desta temporada, com uma assistência para Barreiro.
Gianluca Prestianni: do quarteto ofensivo do Benfica, o argentino era o mais afoito nos espaços curtos, a surgir na meia direita. Recebia bem, tentava desequilibrar, mas nem sempre era feliz tendo em conta a diferença de estatura para com os defesas portistas. Na segunda parte, a ocasião começou a pesar demasiado no argentino. Decidia invariavelmente mal.
Otamendi: capitão a destacar-se pelo pior. Batido nos dois golos, bem como em outros lances comprometedores. Foi menos assertivo do que o colega de setor Tomás Araújo. Saiu lesionado.