Pavlidis vezes três! E um chapéu de Aursnes a fechar, numa noite de aproveitamento total dos erros do Moreirense.
Depois da vitória com qualidade frente ao Nápoles, o Benfica passou sem tropeços na tradicionalmente difícil deslocação a Moreira de Cónegos e mantém a perseguição a Sporting e ao líder FC Porto. Pavlidis respondeu em grande ao bis de véspera de Luis Suárez, fez hat-trick e é de novo o melhor marcador da Liga. Depois, o norueguês fechou as contas.
A vitória acabou por ser expressiva, mas esteve longe de ser fácil numa fase inicial, num campo em que o Benfica só tinha ganho em uma das últimas cinco visitas. Porém, a águia aproveitou face a um Moreirense castigado na procura de sair a jogar curto e que teve duas ofertas totais, por Gilberto Batista e André Ferreira, nos dois últimos golos.
Mais do que um triunfo com espetáculo, o Benfica foi pragmático, responsável na sua missão coletiva e eficaz, num jogo marcado, pela negativa, pela lesão grave de Vasco Sousa, que voltou a fraturar o perónio direito, dez meses depois de ter tido a mesma lesão ao serviço do FC Porto.
Com Pavlidis como única novidade no onze, perante um Moreirense com Maracás e Benny nos lugares de Michel e do castigado Alan, o Benfica entrou intenso, a tentar impor-se. Mas com o passar do tempo conheceu um Moreirense bravo nos duelos, a conseguir algumas saídas para ataque e a dificultar a manobra ofensiva da águia. Sobretudo depois de Botelho da Costa, pelos 10/15 minutos, ter dado um par de instruções para os homens do meio-campo.
É verdade que Gilberto Batista, até bem nos duelos com Pavlidis, teve – por outro lado – dois maus passes (que seriam um prenúncio da autodestruição cónega) que podiam ter sido mais bem aproveitados pelo Benfica. Mas o Moreirense reagiu rápido e com atitude. A espaços, mostrou trocar bem a bola e tentou ferir o Benfica, sobretudo, carregando com Diogo Travassos na ala direita. De um desses lances nasceu o primeiro aviso, mas Trubin agarrou a cabeçada de Gilberto Batista após canto.
O Benfica respondeu só com perigo ao minuto 22, com Sudakov a ver Dinis Pinto negar o golo com a barriga. E, numa primeira parte equilibrada, o Benfica marcou após um canto que nasceu de uma recuperação alta. Pavlidis correspondeu ao cruzamento de Aursnes e deu uma vantagem crucial. No primeiro de quatro castigos dos minhotos. Cinco, aliás, se contarmos o infortúnio de Vasco Sousa em cima do intervalo.
Para a segunda parte, os amarelados Barreiro e Stjepanovic não voltaram (entraram Rodrigo Rêgo e Afonso Assis) e para a história dos últimos 45 minutos ficam, sobretudo, os golos, o proveito total do Benfica e os erros tremendos da equipa de Vasco Botelho da Costa, que raramente se voltou a encontrar com os seus princípios.
E, em menos de 20 minutos, o Benfica, que ganhou crescente consistência e confiança, resolveu por completo um jogo que não estava ganho de caras. Pavlidis bisou depois de uma recuperação alta de Enzo Barrenechea, com nova assistência de Aursnes. Os minhotos até responderam e tentaram, por breves minutos, o 2-1, mas Trubin fechou a porta.
Depois… depois foram as ofertas a dez dias do Natal de Gilberto Batista e André Ferreira, aproveitadas, respetivamente, por Pavlidis e Aursnes (bela chapelada) para o Benfica aplicar, pela primeira vez desde a época passada no Dragão, chapa quatro longe da Luz para a Liga e somar uma vitória expressiva e moralizadora num campo onde nem sempre foi feliz recentemente.