Casa Pia-Sporting, 0-2 (crónica) - TVI

Casa Pia-Sporting, 0-2 (crónica)

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2024/25 é passado. O futebol renova-se a cada temporada, gera novos motivos de interesse, e a Liga portuguesa não foge à regra. Como é tradicional, o campeão da temporada anterior abriu as hostilidades da Liga 25/26 e, diga-se de passagem, a partida inaugural foi muito pouco hostil para os leões.

O Sporting venceu por 2-0 o Casa Pia, em Rio Maior, com um domínio plasmado tanto nas estatísticas como na visualização in loco do jogo. Um grande golo de Trincão, a fechar a primeira parte, e um desvio oportuno de Hjulmand, na segunda metade, deram os primeiros três pontos ao bicampeão. Os leões até podem lamentar algumas chances perdidas e culpar o guarda-redes do Casa Pia Patrick Sequeira, que fez várias defesas difíceis.

Os adeptos leoninos festejaram a primeira vitória no campeonato, na defesa do bicampeonato leonino (e na ressaca de uma derrota na Supertaça Cândido de Oliveira). O sonho deles, entoado repetidamente no estádio, é igualar um feito que já poucos podem dizer ter assistido - um tricampeonato do Sporting, celebrado em 1949.

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Luis Suárez veio para ficar, Casa Pia abaixo do ritmo

Os dois treinadores, resistentes da temporada passada, apostaram na continuidade. João Pereira lançou ‘apenas’ dois reforços no onze inicial. Oukili, no meio-campo, e Nsona, extremo. Ambos chegaram da primeira divisão neerlandesa. Já Rui Borges lançou pela primeira vez Luis Suárez de início, relegando Conrad Harder (que não teve a melhor exibição na Supertaça) para o banco de suplentes.  

João Pereira apostou no 3-4-3 com bola e 5-4-1 sem ela. Qual o problema? É que os gansos tiveram muito pouca posse, estando remetidos ao seu meio-campo durante a maioria da primeira parte. Duas linhas de pressão remetidas perto da grande área e Cassiano como referência atacante. Já Rui Borges mantém o seu preferido 4-2-3-1, mas com um condimento diferente – Luis Suárez veio apimentar o ataque leonino, oferecendo verticalidade e melhor definição.

A primeira metade foi um carrossel de chances do Sporting. Fica até difícil colocar todas nesta crónica. Os leões tiveram 18 remates contra um (tímido) do Casa Pia, com 71% de posse de bola para a formação bicampeã. O Sporting conseguia sair bem em transição, descobrindo o espaço entre a linha média e defensiva dos gansos e assim sucederam-se as chances. Trincão surgia muito bem nesse espaço, Pote associava-se bem com os colegas e Catamo era uma seta apontada à baliza.

Do lado do Casa Pia, Patrick Sequeira foi uma verdadeira muralha. Fez cinco defesas, agarrou e socou vários cruzamentos dos leões. A mais vistosa foi um verdadeiro golo negado a Pote, aos 19 minutos. E quando o costarriquenho não chegava à bola, os ferros da baliza ia atrasando o inevitável. Morita acertou na trave, Hjulmand no poste direito. E lá atrás, no meio-campo, Morten Hjulmand ia orquestrando a sinfonia leonina com classe.

Nos instantes finais da primeira metade, Francisco Trincão pôs justiça no marcador. Num contra-ataque rapidíssimo dos leões, apanhando o Casa Pia em contra-pé, o médio-ofensivo combinou bem com Pote e rematou de primeira, à entrada da área, para o poste mais distante. Sozinho, quase que parecia um penálti em movimento. Sequeira nada podia fazer. O intervalo chegou para alívio dos gansos.

Maxi Araújo, Ousmane Diomande e Kélian Nsona lesionaram-se

Sem alterações para qualquer dos lados, a segunda parte teve uma espécie de falsa partida. Muitas substituições forçadas para o Sporting levaram o ritmo a abrandar. Primeiro, foi Maxi Araújo que ficou caído e acabou por ser rendido por Ricardo Mangas, aos 53 minutos. O uruguaio saiu pelo próprio pé e o ex-Spartak Moscovo pôde estrear-se pelo novo clube.

Logo a seguir, aos 57 minutos, Ousmane Diomande saiu mas com maiores contornos de gravidade. Foi levado de maca e Debast foi lançado, ao mesmo tempo de Geovany Quenda. Mais tarde, aos 71 minutos, viria a ser Nsona a sair por lesão. Novamente transportado de maca. Estreia agridoce do extremo francês, que até foi dos melhores elementos da equipa caseira.

Entretanto, o Sporting fez o segundo golo e encarou o jogo com maior tranquilidade. Num livre indireto pela esquerda, Trincão conseguiu a primeira assistência desta Liga, desta feita para Morten Hjulmand, que surgiu rapidamente ao primeiro poste. Um desvio subtil fez a diferença.

Nos últimos quinze minutos de jogo, o Casa Pia chegou com mais frequência ao ataque e causou algum perigo à baliza de Rui Silva. Cassiano e Nhaga foram os mais desenvoltos. Porém, o destaque foi mesmo o corte em cima da linha de Duplexe Tchamba, aos 87m, a negar um golo de estreia a Kochorashvili.

O Sporting assegurou os primeiros três pontos na defesa do bicampeonato e teve notas positivas na estreia no campeonato. Já João Pereira tem de reagrupar as tropas e analisar bem este primeiro duelo, pois foi uma verdadeira falsa partida dos casapianos. 

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