Ian Cathro: «Nós não oscilamos entre o drama e a euforia» - TVI

Ian Cathro: «Nós não oscilamos entre o drama e a euforia»

Ian Cathro no Estoril-Nacional (ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA)

Treinador do Estoril mostrou-se satisfeito com o triunfo «arrancado a ferros», mas garante que nada muda na forma de estar dos canarinhos

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Ian Cathro, treinador do Estoril, em declarações na conferência de imprensa após a vitória frente ao Arouca por 4-3.

Satisfeito com o resultado?

«Sim. Acho que estamos a tentar construir algo que seja muito mais consistente, mais sólido, apesar de algumas coisas que aconteceram no jogo. Culpa nossa e também, talvez, culpa de outros fatores. Não conseguimos fazer este jogo ao nível de competência e consistência que gostaríamos, em todos os momentos. Também, acho que mostramos, podemos dizer, não é bem isso, mas usamos muitas vezes a palavra 'identidade', mas a nossa atitude para o jogo, acho que ficou clara. Mesmo com dificuldades, porque do outro lado temos uma equipa que sabe bem o que faz. Mas eu sei que vocês estão à espera que eu diga algo. E a única coisa que eu quero dizer é que os jogadores ganharam este jogo. Pela maneira como eles trabalham todos os dias com o grupo. Passámos por muitas dificuldades. Grandes dificuldades. E seria muito fácil para um grupo normal viver com demasiada ansiedade e desfragmentar-se. Este grupo não tem isso. E nós, juntos, temos construído uma resiliência e uma mentalidade diferente. E só quero dar mérito a todos os jogadores do nosso grupo por essa vitória.

Golo de João Carvalho deu justiça ao resultado?

«Eu tenho alguns princípios na minha vida e uma coisa que nunca quero ser é hipócrita. Não sinto que vá dizer isso. Este golo que me faz sentir feliz e até aliviado pelos jogadores. Pelo trabalho que eles fazem, pelo compromisso que têm. E estou a falar de todos eles: os que estavam no campo, os que estavam sentados, os que foram correr para estar com eles, os que não foram convocados. Este trabalho que nós fazemos todos os dias, juntos, a procurar ser melhores. A aprender, todos. Eu também senti uma felicidade e um alívio por eles. Não consigo dizer a outra parte».

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«É uma coisa que acontece poucas vezes. E, pelo facto de acontecer poucas vezes, cria mais notícias. Pelo facto de acontecer poucas vezes. Mas só posso repetir que nós trabalhamos muito. E uma das minhas responsabilidades e objetivos aqui é ajudar todos os jogadores. Alguns deles podem sentir um pouco mais ou um pouco menos, porque faz parte da vida. É completamente normal. Mas eu acho que, no fim do dia, quando eles pensam, acreditam que eu quero ajudá-los. E por isso não sinto que haja uma necessidade de falar mais sobre isso. Acho que tem pouca importância. Foi uma decisão do jogo».

Triunfo altera forma de estar?

«Nós não oscilamos entre o drama e a euforia. Essa é talvez a vantagem que temos. E vamos continuar a trabalhar. Obviamente, há sempre muita coisa para melhorar, e talvez procurar alguns ajustes também. Vamos continuar o nosso processo diário, tentando ajudar a equipa a crescer e tentando ajudar todos os jogadores, porque eles fazem um trabalho diário incrível. E gosto mesmo muito de trabalhar com eles».

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