Pouca imaginação, diversos passes mal medidos e fraca execução no momento de cruzar a bola para o interior da área. Os leões regressaram aos balneários para o intervalo com a certeza de que seria preciso muito mais para marcar a este Estrela.
A segunda parte trouxe um momento de magia de Bragança, que deu a vantagem no marcador ao Sporting, e o regresso à competição de Quenda, quatro meses depois. Dois pontos de diferença para o FC Porto, domingo há deslocação dos dragões ao Estoril e, na próxima jornada, dérbi com o Benfica em Alvalade.
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Certamente com a visita a Londres no pensamento, Rui Borges fez quatro alterações face ao onze que alinhou contra o Arsenal a meio da semana e deixou Gonçalo Inácio fora da ficha de jogo. Nas quatro linhas, o encontro começou morno, ao contrário do ambiente nas bancadas, pelo frio que se fez sentir na Reboleira.
O domínio da posse da bola não resultou em lances de perigo para os leões nos primeiros minutos, sendo que o adversário ia tentando apostar nos corredores para chegar com perigo ao meio-campo do Sporting. Já em cima do minuto 20, um lance coletivo de excelência quase resultava em golo, mas Trincão atirou por cima do alvo.
Este lance arrebitou os tricolores, que pediram penálti de Fresneda pouco depois, mas a decisão do árbitro foi diferente. A meteorologia trouxe alguma instabilidade ao jogo do Sporting, que não conseguiu apostar no jogo direto, ao contrário do Estrela que beneficiou (na primeira parte) do vento a favor.
Destaque para o papel de Debast na construção ofensiva dos leões, sobretudo pelo lado esquerdo da zona central, mas para a subida de Geny e Fresneda. Face à pouca capacidade de ambas as equipas darem trabalho aos guarda-redes, houve quem o desse. Nada mais, nada menos do que um gato. O animal invadiu as quatro linhas e o jogo esteve interrompido durante alguns segundos.
Até ao intervalo, nota apenas para um duelo particular entre Lekovic e Suárez, que até obrigou à intervenção do árbitro, mas sem problemas a registar.
Para o segundo tempo, Rui Borges mexeu no lado direito da defesa e lançou Vagiannidis para o lugar de Fresneda, que estava a apresentar dificuldades no momento da definição, sobretudo em termos de cruzamentos. Ora, faltava alguma criatividade aos leões, que a receberam numa sequência de pés esquerdos.
Geny Catamo descobriu Trincão solto dentro da área e o passe do camisola 17 dos leões avistou o médio que parece ter voltado ainda melhor da grave lesão que sofreu. À entrada da área, Daniel Bragança não se fez de rogado e rematou rasteiro para o fundo da baliza, sem qualquer hipótese de defesa para Renan Ribeiro.
Pouco depois, um dos momentos da noite na Reboleira. Rui Borges foi ao banco de suplentes buscar Geovany Quenda e este recebeu a devida ovação dos adeptos leoninos, quatro meses depois do último jogo. Com apenas alguns segundos em campo trocou as voltas a um adversário e quase deu o golo a Morita.
A melhor ocasião de golo do Estrela em todo o encontro surgiu já dentro dos últimos 15 minutos de jogo e através de um dos suplantes utilizados por João Nuno. Do lado direito, a bola chegou a Encada e o cruzamento bateu no poste da baliza de Rui Silva. Já do outro lado, Geny Catamo fez o que melhor sabe, puxou para dentro e enviou um pontapé fortíssimo à barra.
Esta vitória deixa os leões a dois pontos do FC Porto, ainda que os azuis e brancos tenham de ir a jogo este domingo, no reduto do Estoril.