Estoril-FC Porto, 1-3 (crónica) - TVI

Estoril-FC Porto, 1-3 (crónica)

Passadeira estendida até aos Aliados

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Passadeira azul estendida para o título. O FC Porto entrou com máxima intensidade no António Coimbra da Mota e venceu o Estoril com um categórico 3-1. A equipa de Francesco Farioli protagonizou uma primeira parte demolidora, anulando por completo o adversário e determinada a manter a vantagem que lhe permite depender de si própria para voltar a encher os Aliados.

Confira o FILME DO JOGO e os VÍDEOS DOS GOLOS

Com um onze renovado, depois da habitual rotação promovida por Francesco Farioli, o FC Porto entrou com tudo no jogo, deixando claro, desde o primeiro instante, que não ia perder a vantagem no topo da classificação. Ao primeiro apito de Luís Godinho, a equipa do Dragão encheu os pulmões e partiu para cima do adversário com tudo o que tinha à mão. Um ataque em bloco, asfixiante que deixou o Estoril atordoado e sem capacidade de reação.

O FC Porto atacou de imediato a profundidade, explorando muito bem as faixas laterais, com Zaidu em plano de destaque sobre a esquerda, a abrir caminho para baliza de Joel Robles. Mas também do lado contrário, onde Alberto, com constantes combinações com Pepê, também conseguia chegar à linha de fundo.

O Estoril nem conseguia respirar face à pressão alta do FC Porto, que colocava dois, três, quatro jogadores no ataque à bola e não deixava o adversário passar a linha do meio-campo. Deniz Gül protagonizou uma primeira oportunidade, mas foi Pepê que fez explodir as bancadas, aos 15 minutos. Gabri Veiga destacou-se sobre a esquerda, cruzou tenso, a bola atravessou toda a área até chegar aos pés do brasileiro que só teve de encostar.

O ambiente no António Coimbra da Mota já estava espetacular, com as bancadas praticamente cheias, mas depois do primeiro golo, a festa explodiu, com os adeptos portistas aos saltos a reclamarem o título. Festa nas bancadas, mas o FC Porto prosseguiu de mangas arregaçadas e Alan Varela quase dobrou a vantagem.

Se o Estoril já estava em extremas dificuldades, depois do golo perdeu completamente o norte e a pouca consistência que ainda vinha exibindo. Agora o FC Porto invadia a área de Joel Robles por todos os lados e os canarinhos pareciam baratas tontas na área. Deniz Gül chegou a festejar um segundo golo, com um desvio de cabeça, a cruzamento de Pepê, mas o turco estava ligeiramente adiantado e não valeu.

Não valeu, mas o FC Porto acabou mesmo por duplicar à vantagem, a quarto canto no jogo, marcado por Gabri Veiga. Viktor Foholdt elevou-se bem nas alturas e cabeceou. Xeka tentou cortar a bola, mas acabou por desviá-la para as próprias redes.

Com este segundo golo, o FC Porto abrandou o ritmo, voltou a nivelar as pulsações, mas sem nunca perder o controlo praticamente absoluto sobre o jogo. Deniz Gül ainda arrancou mais um golo das gargantas dos adeptos, mas foi pura ilusão de ótica.

O Estoril ensaiou os primeiros ataques nesta ponta final da primeira parte, mas a melhor oportunidade voltou a ser do FC Porto, numa transição rápida, com Oskar Pietuszewski a conduzir a bola e a rematar ao lado, quando tinha Pepê e Deniz Gül a acompanhá-lo.

Pietuszewski de cabeça quente, Forhold frio como o gelo 

A segunda parte começou com um Estoril mais equilibrado, pelo menos, com mais posse de bola, mas o FC Porto, ainda sem alterações, estava prevenido e totalmente artilhado para jogar em transições rápidas. Logo a abrir a segunda parte, Froholdt pediu penálti numa bola dividida com Tsoungui, Luís Godinho foi ver as imagens e considerou que o jogador do Estoril chegou primeiro à bola.

Oskar Pietuszewski continuou em alta rotação sobre a esquerda, mas depois de um choque com João Carvalho, ficou picado com o adversário e esteve muito perto de ver um segundo amarelo. Farioli percebeu que o jovem polaco estava de cabeça quente e substitui-o por Borja Sainz.

Foi já no período da dança dos bancos que o FC Porto chegou ao terceiro golo, aos 72 minutos, novamente na sequência de um pontapé de canto, desta vez com Froholdt a surgir junto ao segundo poste a encostar.

Estava decidido. O Estoril até reduziu a diferença logo a seguir, por Begraoui, mas o FC Porto continuava a respirar confiança e a vitória nunca foi posta em causa. O jogo acabou com os adeptos a pedirem o título ao míster Faroli.

O FC Porto volta, assim, a ter estendida a passadeira para o título, ficando a faltar agora apenas cinco jornadas para o final e mantendo uma vantagem de cinco pontos sobre o Sporting que para a semana recebe o Benfica.

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