O golo de Francisco Moura aos 44 segundos e a entrada interessante, ativa, ambiciosa e pressionante do FC Porto foram a súbita promessa não concretizada de um jogo que, pelos cinco/dez minutos iniciais, podiam fazer imaginar um FC Porto como nos bons velhos (ou, vá, não assim tão velhos) tempos. Dominador. Avassalador. A dar espetáculo e a, por vezes, conseguir resultados volumosos.
Não foi esse FC Porto avassalador. Ainda sentiu ares de desconforto vindos das bancadas. Ainda foi salvo (e bem salvo) por Diogo Costa, quando o Nacional ameaçou o empate. Envolveu-se, aqui e ali, num jogo atabalhoado na primeira parte e no início da segunda. Mas acabou com uma vitória expressiva: 3-0. A maior com Anselmi.
Aos 69 minutos, um penálti concretizado por Samu, depois de sofrer falta de Zé Vitor – que acabou expulso – tranquilizou o Dragão no resultado. Depois, embalou a equipa… com o embalo de Rodrigo Mora, aos 83 minutos, para o 3-0. E para um festejo final em comunhão com o menino bonito – e que, com 18 anos ainda bem frescos, pode bem caminhar para um senhor jogador cá e/ou lá fora – que seria pouco depois substituído com uma enorme ovação.
Tudo isto numa tarde que começou com o golo madrugador de Francisco Moura, de cabeça, ao segundo poste, após cruzamento de Martim Fernandes do lado direito. Depois disso, o FC Porto ameaçou o 2-0 por Samu, pressionou o Nacional no meio-campo contrário e assumiu a bola.
Até que o Nacional ganhou um canto após um ataque inicial de Paulinho Bóia e, na sequência deste, o árbitro José Bessa descortinou, ao ver as imagens, uma falta de Fábio Vieira para penálti. Diogo Costa disse «não» a Joel Tagueu e fez uma bela defesa (12m). Logo a seguir, após o canto, negou o 1-1 a Léo Santos. E brilharia já mais perto do intervalo, com uma enorme defesa ao remate de Paulinho Bóia. Diogo Costa decisivo três vezes, a evitar males maiores.
Por esta altura, já o jogo estava bem mais equilibrado. Bem menos vistoso também. O intervalo chegou com o 1-0 e os minutos iniciais da segunda parte mostraram um duelo meio atabalhoado. De incertezas e pouco fio de jogo. O FC Porto, na verdade, não estava a ser claramente ameaçado. Mas também não conseguia desenvolver para acabar com as dúvidas no marcador.
Já com Tomás Pérez em campo – saiu Pepê aos 59m – Fábio Vieira ameaçou com um remate ao ferro e, pouco depois, Samu foi travado em falta na área e transformou em golo o castigo máximo.
O Nacional, reduzido a dez, ficou com mais dificuldades em disputar o resultado e Rodrigo Mora, a sete minutos dos 90, sprintou cerca de meio-campo até bater Rui Encarnação para uma noite de três em três…
Três golos. Três pontos. E o terceiro lugar. Numa época de altos e baixos, o FC Porto acaba no pódio da Liga e confirma o acesso direto à fase de liga da Liga Europa. Venha o Mundial de Clubes.