Gil Vicente-FC Porto, 1-1 (crónica) - TVI

Gil Vicente-FC Porto, 1-1 (crónica)

  • Nuno Dantas
  • Estádio Cidade de Barcelos
  • 25 fev, 20:19

Em Barcelos não há herói da Champions, mas há herói improvável

Relacionados

Saltou do banco a um minuto dos 90 para dar o empate ao Gil Vicente frente ao FC Porto. Com o golo apontado cinco minutos para lá da hora, Thomas Luciano mostrou que em Barcelos não há heróis da Champions, mas há heróis improváveis. Os portistas só se podem queixar de si próprios, inúmeras que foram as ocasiões flagrantes de golo. 

Os dragões perderam uma excelente oportunidade para prolongar o estado de graça europeu e voltaram a claudicar na realidade do campeonato português. A chama do dragão esteve apagada no primeiro tempo, mas uma forte reentrada permitiu chegar à vantagem.

O Gil Vicente que, até aí, pouco existiu, teve uma boa reação, contudo, até ao final, foram os portistas a desperdiçar várias oportunidades para poder descansar. Depois, quando já todos se preparavam para ir embora, Thomas Luciano apareceu ao segundo poste a cabecear para golo.

Galeno começou no banco

Sérgio Conceição fez mudanças no onze inicial dos dragões, face à vitória por 1-0 diante o Arsenal, na quarta-feira, para a Liga dos Campeões. O herói dessa partida ficou a descansar no banco e foi rendido por Iván Jaime. Já no miolo do terreno, Eustáquio rendeu Nico González. Wendell, que era dúvida, Francisco Conceição e Otávio, com quatro cartões amarelos em vésperas de defrontar as águias, mantiveram no onze. Já os galos fizeram apenas uma alteração, trocando Dominguez por Martim Neto.

O início da partida foi atribulado e esteve interrompido, por duas vezes, durante largos minutos. Primeiro, foi o árbitro assistente a ter problemas no auricular e a precisar de substituição. Depois, um choque de cabeças entre os capitães das duas equipas, Pepe e Rúben Fernandes, obrigou a nova paragem – ambos reentraram, o primeiro com uma touca na cabeça.

Quanto ao futebol jogado, propriamente dito, esse teve poucos motivos de interesse. Os portistas assumiram o jogo desde o início, mas depararam-se com uma muralha bem montada por Vítor Campelos, que abdicou de sair em construção desde o seu guarda-redes, optando por esperar por recuperações para tentar chegar ao ataque. E a primeira vez que os galos chegaram à área de Diogo Costa já o cronómetro estava perto dos 20 minutos.

Os dragões tentavam circular o esférico, mas eram muito lentos a fazê-la. Iván Jaime teve uma primeira parte apagada e Eustáquio também dava pouca velocidade ao jogo. Mais ativos estavam Pepê e Francisco Conceição, os únicos que aceleravam o jogo e criavam desequilíbrios. Dos pés do filho do treinador azul e branco saiu o passe para uma das ocasiões de maior perigo, valeu o desacerto de Evanilson. Os portistas ainda chegaram a introduzir o esférico na baliza, por Eustáquio, após canto, mas Fábio Veríssimo assinalou falta sobre Andrew.

Evanilson reencontra o golo

Sérgio Conceição deve ter dito das boas aos jogadores ao intervalo, já que a reentrada em campo se deu com vários minutos de atraso. O técnico deixou o amarelado Alan Varela no banco e lançou Grujic para a segunda metade. E o FC Porto teve uma reentrada de dragão, encostando por completo o Gil Vicente à sua área e a começar a criar perigo junto da baliza de Andrew.

Pepê foi o primeiro a deixar o aviso, com um remate frontal a obrigar o guardião gilista a uma excelente defesa para canto e, pouco depois, surgiu o golo. Pepê entrou em drible na área e Mory Gbane deu mão. Grande penalidade assinalada de pronto por Fábio Veríssimo. Evanilson foi chamado à conversão, mas Andrew adivinhou o remate e defendeu. Contudo, na recarga, o avançado brasileiro atirou a contar e apontou o décimo golo no campeonato.

Campelos reagiu de imediato e fez duas alterações, colocando um avançado de raiz, Alipour, e dando mais qualidade ao meio-campo, com a entrada de Dominguez. Os galos passaram a ter mais bola, no entanto continuaram a ser os dragões a estar mais perto do golo. Francisco Conceição, com um remate em arco, ficou a milímetros do golo. De seguida, foi Pepê a aparecer na cara de Andrew e a picar o esférico por cima do guardião… e da barra.

Thomas Luciano vestiu capa de herói

O desperdício portista continuou até ao final. Otávio também quase se estreava a marcar, valendo o corte de Gabriel em cima da linha de golo. Depois foi Evanilson, completamente isolado na cara de Andrew, a permitir a defesa do guardião brasileiro. O triunfo portista parecia uma certeza, até porque os galos não haviam criado ocasiões de perigo, mas Thomas Luciano tinha outros planos. Cinco minutos para lá da hora, Buta cruzou da esquerda e, ao segundo poste, o lateral apareceu a cabecear para o empate.

Continue a ler esta notícia

Relacionados