Quarta vitória nas primeiras cinco jornadas com direito a salto para o topo. O Moreirense voltou aos triunfos após o percalço em Barcelos, batendo o Rio Ave por três bolas a uma na tarde deste sábado. Os cónegos confirmaram o bom arranque de temporada com um triunfo competente, conseguido com o chá do intervalo.
Depois de uma primeira metade em que o sinal mais até foi para a equipa de Vila do Conde, com três ocasiões flagrantes para marcar, a equipa de Vaso Botelho da Costa resistiu e lançou-se para a conquista dos três pontos na segunda metade. Triunfo construído com golos de Travassos, Marcelo e Alanzinho.
Uma entrada fulgurante na segunda metade, a exemplo do que aconteceu com o Vitória de Guimarães, por exemplo, foi determinante perante um Rio Ave que acusou o golo sofrido, desabou e somou erros defensivos. Em casa, o Moreirense só sabe ganhar, somando por triunfos os três jogos disputados na condição de visitado.
Rio Ave cria, mas não marca
Antes de mais, Moreirense e Rio Ave protagonizaram um jogo entretido, aberto em com clara propensão para a baliza adversária. As preocupações com a organização coletiva não retiraram audácia e lucidez ofensiva, o que levou a que o embate tivesse vários lances ofensivos junto de ambas as balizas.
Bola cá, bola lá, os guarda-redes foram chamados a intervir várias vezes com defesas vistosas. Sinal mais para o Rio Ave, então, até ao intervalo, que conseguiu ser mais esclarecido, criando vários lances em que ficou próximo do golo, com André Luiz e Clayton a formar uma dupla temível.
Num dos lances mais perigosos do primeiro tempo André Luiz atirou ao ferro da baliza de Caio Secco, sendo que pouco despois serviu Clayton para o atacante ficar a centímetros de encostar para o fundo das redes com o guarda-redes adversário já fora do lance. Antes disso já Schettine tinha aparecido na cara de Miszta, permitindo a defesa ao guarda-redes.
Moreirense regressa endiabrado das cabines
Faltavam os golos a um embate com situações para isso e quando estavam em campo os dois goleadores da Liga até agora: Clayton e Schettine. Golos que surgiram na segunda metade, logo no primeiro lance após o reatar do encontro com Vasco Botelho da Costa a ser feliz: lançou Travassos no jogo e em poucos segundos, no primeiro toque na bola, o lateral abriu o ativo. A crença cónega na saída longa de bola deu frutos, deixando a equipa confortável.
O jogo transfigurou-se por completo. O Rio Ave, que até tinha deixando boas indicações, ruiu e o Moreirense aproveitou para fazer a diferença. Um quarto de hora após abrir o ativo, o capitão Marcelo encaminhou o triunfo ao ser imperial na área, marcando a sequência de um pontapé de canto.
Um remate à barra de Spikic foi o principal momento de reação do Rio Ave, já o Moreirense tinha feito o terceiro por Alanzinho. Momento de afirmação do Moreirense, que se manteve organizado e concentrado, controlando por completo o jogo. André Luiz ainda marcou, já na reta final do encontro, mas sem capacidade para relançar o jogo.
Continua sem vencer na prensete edição da Liga o Rio Ave, em contraste com um Moreirense galvanizado. Termina o jogo a saltar para o topo da classificação com quatro triunfos em cinco rondas, o melhor arranque de sempre em Moreira de Cónegos.
A FIGURA: Alanzinho
O playmaker do Moreirense. O médio brasileiro é o estratega da equipa, joga e faz jogar, sendo que uma vez mais foi decisivo no jogo. Bate o canto que dá origem ao segundo golo dos cónegos e aponta o terceiro golo da tarde, fechando a contagem por parte da sua equipa. Destaque também para Dinis Pinto, com duas assistências.
O MOMENTO: primeiro golo do Moreirense, 46’
Primeiro lance da segunda metade, uma cambalhota no jogo. Acabado de entrar, Travassos foi servido por Luís Pinto, ficando na cara de Miszta. No primeiro toque na bola, o jogador lançado ao intervalo foi feliz e guindou o Moreirense para a conquista dos três pontos.