Luís Sousa, treinador-adjunto do Nacional na sala de imprensa do Estádio da Madeira, após o triunfo diante do Tondela, por 3-1, em jogo da 14.ª jornada da Liga. Técnico elogiou a equipa por ter compreendido bem a exigência do momento.
O segredo?
«O segredo é o grupo, o segredo é os jogadores, o segredo é o nosso balneário. O segredo foi nós sabermos que não podíamos falhar e não falhámos. Acho que esse foi o segredo. Foi percebermos que ia ser um jogo duro, sabermos que ia ser um jogo difícil e sabermos que tínhamos que lutar por ele até ao fim, independentemente de tudo o que acontecesse. E eu acho que fomos. O verdadeiro segredo é o grupo, é aquilo que nós temos ali dentro, que é homens com carácter que foram até ao fim, numa segunda-feira, às 17h30, juntamente com estes adeptos fantásticos que vieram ao estádio. Isto tudo junto, como eu disse há pouco na ‘flash’, parece que nos estavam a empurrar. Este caldeirão parece que nos estava a empurrar. E conseguimos o objetivo que eram os três pontos.»
Queixas da arbitragem?
«Não me compete a mim falar da arbitragem. Acho que as contas são fáceis de fazer, o número de expulsões. Portanto, não me compete a mim, nem à equipa técnica, nem ao treinador falar sobre isso. A nós compete-nos fazer o nosso trabalho, como temos vindo a fazer, todas as semanas acreditar. Fazer os jogadores acreditar. Trabalhar no sentido de melhorar-nos todos os dias, porque esse também é um propósito nosso. Para depois tentarmos fazer os três pontos, que é aquilo que nós queremos na semana. Tudo o resto são contas que deixo para outras pessoas fazerem, as expulsões, os penáltis, por aí fora. Isso depois são outras coisas.»
Três treinadores do Nacional expulsos
«Não é normal. Eu conheço os meus colegas, aliás, eu conheço bem o Tiago [Margarido], eu estava lá e não vejo razões para [expulsão]... Não há nenhum insulto, não há nada que se possa pegar e dizer para expulsar. Na minha opinião, mas as pessoas têm a sua opinião, os atletas têm a sua opinião. Não nos compete a nós estar a discutir isso. Obviamente que eu tenho a opinião sobre as coisas e a opinião é que, naquele momento, o que o Tiago disse que não foi nenhum insulto, não houve nenhum afrontamento, houve um falar da situação em si e uma expulsão. Depois o resto eu também não vejo, porque a expulsão pleno no aquecimento - que também nunca vi -, também já não me recordo de ver. E há outra expulsão no banco suplementar, que eu também não estava perto.»