Nacional e Rio Ave empataram este sábado 3-3 num jogo que ofereceu emoções fortes e para todos os gostos. A turma visitante foi para o intervalo a vencer por três golos de vantagem, mas os locais reagiram bem no segundo tempo e resgataram o empate, já em período de descontos.
No jogo 500 no Estádio da Madeira, começou a brilhar a equipa visitante, que foi para o intervalo a vencer por 3-0, graças uma uma grande eficácia no aproveitamento de erros sucessivos e muita apatia por parte da defesa da casa.
Logo aos três minutos, Tıknaz abriu o marcador, na sequência de uma jogada de insistência que se seguiu a pontapé de canto, com o jogador turco a ganhar a bola num ressalto na área e a finalizar diante de um Lucas França desamparado.
O Nacional reagiu logo de seguida mas foi só aos 10 minutos que ficou muito perto da igualdade. João Aurélio ganhou espaço na direita e centrou para o coração da área, mas o cabeceamento de Joel Tagueu saiu ligeiramente ao lado da baliza vila-condense.
A turma de Tiago Margarido assumiu o jogo, detendo mais bola e atacando mais, mas o Rio Ave foi fechando bem os caminhos para as suas redes e continuou a revelar grande eficácia na construção ofensiva.
Aos 28’, Martim Neto trabalhou bem desde a direita e cruzou na direção de Clayton, mas Léo Santos interceptou o esférico para o deixar à mercê de Bakoulas, que ampliou para o 2-0.
Dez minutos depois, Zé Vítor deu o ‘corpo às balas’ para suster um remate com selo golo de Martim Neto. Mas a apatia defensiva dos madeirenses continuou em alta e aos 43’, voltou a ser castigada. Tıknaz fez tudo sozinho após receber uma bola de lançamento lateral e rematou forte para levar a bola entrar no segundo poste. Grande golo a fechar a primeira parte.
Era preciso mudar muita coisa e Tiago Margarido não se rogou ao efetuar quatro alterações na equipa. As mexidas acrescentaram valor ao Nacional, que reentrou na discussão do resultado um minuto depois do reatamento da partida, com o recém-entrado André Gomes a reduzir para 3-1, após cruzamento de João Aurélio.
Luis Esteves, que também foi lançado no jogo, ficou muito perto de reduzir a desvantagem aos 55’, com um remate em arco de fora da área que passou a rasar o poste.
Os insulares continuaram a ameaçar e Petit sentiu necessidade de adaptar a equipa às novas circunstâncias do jogo, uma vez que o Nacional já estava a permitir grandes veleidades na retaguarda e ia conseguindo manter o Rio Ave sob pressão no meio campo defensivo.
A toada manteve-se até aos minutos finais, que reservaram um grande espetáculo e com emoções ao rubro. No tudo ou nada, Leo Santos, aos 90’ reduziu para 3-2, na sequência de um canto cobrado desde a direita, com o central a elevar-se bem no coração da área e cabecear para o fundo das redes de Miszta.
O Estádio da Madeira empolgou-se e quase rebentou aos 90+4’, quando Kostoulas, num lance infeliz, desviou a bola para o fundo da sua baliza, ao interceptar um cruzamento de Rúben Macedo. A loucura poderia ter sido total não fosse uma bomba disparada por Paulinho Bóia, já perto do descontos, embater com estrondo na barra, após ser tocada de leve por Miszta, O Nacional ficou a muito poucos centímetros de uma reviravolta épica…
Figura: Estreia com «bis»
Demir Ege Tıknaz estreou-se a marcar na I Liga e logo em dose dupla. O médio turco, de 20 anos, que veio para a Vila do Conde esta época por empréstimo do Besiktas, revelou um enorme sentido de baliza e qualidade individual nos golos que apontou, sobretudo o segundo, em que fez quase tudo sozinho. Revelou também grande eficácia na ligação do jogo vila-condense, nos vários processos.
Momento do jogo: 90+4m - autogolo dita empate
Kostoulas tenta cortar um cruzamento ‘venenoso’ de Rúben Macedo, desde a direita, e ao abordar o lance acaba por desviar a bola para o fundo das suas redes.
Positivo:
Os alvinegros queriam despedir-se da Choupana com um triunfo, mas tiveram de se contatar com um empate com sabor a vitória. A equipa de Tiago Margarido foi para o descanso a perder por 3-0, mas a má imagem deixada na primeira parte foi esquecida com uma exibição de garra e crença na etapa complementar.