Sp. Braga-Rio Ave, 3-0 (crónica) - TVI

Sp. Braga-Rio Ave, 3-0 (crónica)

Rota calibrada para o quarto, e nem é preciso acelerar muito

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A rota para o quarto posto da tabela classificativa está calibrada e o Sp. Braga nem precisa de acelerar muito para rumar a esse destino. Na noite deste domingo despachou o Rio Ave, na pedreira, com um triunfo (3-0) sem contestação. Grillitsch e Ricardo Horta (o capitão com um bis) apontaram os tentos da vitória.

O conjunto de Carlos Vicens está novamente no quarto lugar, posição que vai disputar diretamente com o Gil Vicente na próxima jornada, com um registo impressionante. Quarta jornada consecutiva a vencer, não encaixando qualquer golo nos últimos seis jogos.

À partida, os dados estavam lançados e ditavam um diferencial enorme entre as duas equipas. Um Sp. Braga vindo de três jornadas consecutivas a vencer sem sofrer qualquer golo e com uma dezena de golos marcados, recebia um Rio Ave sem qualquer golo marcado nas três últimas jornadas, em que perdeu sofrendo nove golos.

Grillitsch numa estreia a marcar como guerreiro

Números que não mentem, dando claro favoritismo ao conjunto de Carlos Vicens, que se veio a confirmar. Comparativamente com o jogo na Vila das Aves, o técnico operou apenas uma mexida. Grillitsch alinhou no centro do terreno no lugar de Gorby. Foi precisamente o austríaco a abrir o ativo, logo aos quatro minutos.  

Passe açucarado de Pau Víctor a picar a bola por cima da defesa, aparecendo Gillitsch livre de marcação a desviar para o fundo das redes, sem hipóteses para o estreante Van der Gouw. O guarda-redes foi uma das sete novidades na equipa vilacondense, que contou com mais uma estreia: sem Clayton, o técnico grego Silaidopoulos jogou com Tamble no ataque.

O domínio pertenceu, como se esperava, ao Sp. Braga, que teve bola, controlou territorialmente perante um Rio Ave cuja principal preocupação era ser organizado. Neste cenário, a realidade é que o jogo caiu num marasmo. Desde cedo em vantagem, o Sp. Braga não precisou de acelerar muito. 

Capitão bisa para colorir a supremacia

Já o Rio Ave, não conseguiu articular jogadas de ataque, nem teve – como se sabe – os abonos de famílias André Luís e Clyaton no ataque. Uma equipa a reinventar-se que evidenciou várias lacunas nos diversos momentos do jogo, não conseguindo importunar a equipa bracarense. 

Mesmo sem grandes acelerações e sem impulsionar um grande ritmo ao jogo, o Sp. Braga dominada e não comprometia. Um rasgo aqui, um remato ali traduzia a supremacia, mas com uma margem mínima que se arrastava e poderia ser perigosa. Nada que o capitão não resolvesse.

A um quarto de hora do final, numa bela triangulação, os bracarenses arrumaram com a questão. Recuperação e bola de Zalazar em zona alta do terreno, Pau Víctor e Grillitsch deram um pequeno toque para que Ricardo Hora, na pequena área completamente isolado, apenas tivesse também de desviar de forma subtil. O capitão ainda teve tempo de bisar, já nos descontos, ampliando a vitória para 3-0.

Triunfo selado sem grande história. Supremacia absoluta do Sp. Braga frente a um Rio Ave em busca de identidade. Os guerreiros recuperam o quarto lugar da tabela.

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