Carlos Vicens, treinador do Sporting de Braga, em declarações na conferência de imprensa de antevisão à receção ao Famalicão, na 30.ª jornada da Liga (domingo, 20h30). O técnico arsenalista assume que é «humano» que os jogadores ainda tenham em mente o jogo com o Betis, mas quer que o foco esteja no Famalicão, «uma equipa agressiva, que sabe bem o que faz e tem uma organização muito clara e definida», tendo jogadores que «vão complicar» a vida ao Sp. Braga.
Barisic já faz trabalho no relvado, mas continua de fora, tal como Niakaté e Diego Rodrigues (lesionados) e Gabri Martínez (castigado). Arrey-Mbi está em dúvida.
É «humano» que os jogadores ainda pensem na Liga Europa
«Sim, é humano, mas já lhes disse que o meu trabalho é dizer-lhes a verdade e, se não estiverem bem preparados para este jogo, vão cair de forma estrondosa.»
«Nós vamos acabar de nos preparar, recuperar bem, para fazer um jogo ao nosso nível, sendo competitivos, agressivos e com caráter para conseguirmos a vitória. Vimos de um esforço grande, são 53 jogos nas pernas, mas não há desculpas.»
Calendário ainda mais apertado com, no mínimo, oito jogos no espaço de um mês
«Sem dúvida [que é uma preocupação o aspeto físico e que tem de fazer uma gestão do plantel]. O Famalicão tem semanas limpas para preparar os jogos, pode repetir automatismos, tem tempo para preparar jogos. Nós estamos habituados a ter um calendário congestionado, agora é o momento de priorizar o descanso, e no foco em treinar pouco, mas com qualidade, fazer trabalho de vídeo e análise e os jogadores fazerem um esforço extra.»
Importância do trabalho mental com os jogadores
«Eu sei disso, porque vivi-o noutros papéis. O que te torna num jogador de alto nível e de equipa grande é quando manténs o nível de maneira habitual. Se és melhor hoje do que foste ontem e o repetes ao longo de meses e anos, esse rendimento mostra o jogador que és. Passarás de ser um jogador muito bom para um jogador de equipa grande.»