O Sp. Braga regressou aos triunfos na receção ao Arouca, vencendo na pedreira com um golo de Pau Víctor (1-0). Num jogo pouco intenso, a solução dos guerreiros esteve no banco: o avançado espanhol, um dos muitos jogadores que Carlos Vicens poupou para a Liga Europa, saltou do banco para resolver em apenas três minutos. O Arouca desperdiçou um penálti já na reta final do encontro e jogou os últimos minutos em superioridade, mas os bracarenses resistiram.
A meio da eliminatória com o Betis, dos quartos de final da Liga Europa, o técnico bracarense apresentou um Sp. Braga reformulado. Foram sete as mudanças na equipa, uma revolução, permanecendo apenas Hornicek, Vitor Gomez, Arrey-Mbi e Ricardo Horta no onze, destacando-se a estreia a titular de Tiknaz num jogo em que a defesa teve de sofrer retoques. Sem os lesionados Barisic e Niakaté, e o castigado Lagerbielke, Vítor Carvalho e Moscardo apareceram novamente no setor mais recuado, com Paulo Oliveira no banco de suplentes.
A realidade é que o conjunto bracarense ressentiu-se desta rotatividade e a intensidade do encontro foi claramente mais baixa do que o habitual. Os guerreiros tiveram mais bola, mas não conseguiu progredir de forma eficaz no terreno de jogo, ficando à mercê da organização da equipa arouquense.
Pouca intensidade e sem oportunidades
Vasco Seabra praticamente não mexeu na equipa, operou apenas uma alteração, estreando Vinarcik na baliza, no lugar do castigado Arruabarrena. O Arouca fez por ocupar bem os espaços e tentou ser pressionante, de forma a condicionar a primeira fase de construção da equipa da casa. Conseguiu-o, uma vez que o Sp. Braga praticamente não criou perigo.
A exceção na primeira parte foi o golo anulado a Ricardo Horta à passagem da meia hora de jogo. Ainda se festejou, o capitão apareceu bem na área, mas o VAR assinalou posição irregular de Horta, com o golo a ser invalidado. De resto, muito pouco para amostra. Para lá de ser competente na sua organização, o Arouca também teve pouco estofo ofensivo.
Foi preciso esperar para a segunda metade para que a história do jogo tivesse momentos determinantes. Carlos Vicens foi ao banco buscar recursos para que o Sp. Braga conseguisse ser mais efetivo. Pau Victor foi uma dessas apostas, precisando apenas de três minutos para abanar as redes, desta vez a contar.
Emoções guardadas para o segundo tempo
O avançado espanhol aproveitou bem o cruzamento de Tiknaz, que Fran Navarro acabou por transformar numa assistência ao falhar o remate, atirando de primeira para o fundo das redes. Sp. Braga na frente aos 66 minutos, num momento em que Pau Victor aproveitou para mostrar a camisola de Niakaté, que se lesionou com gravidade no último jogo.
Em desvantagem, o Arouca teve o seu melhor momento. Pelo menos, conseguiu esticar-se até à área adversária. Aos 84 minutos Barbero teve nos pés a possibilidade de fazer o empate. Depois de já ter desperdiçado uma oportunidade soberana, ao aparecer isolado na cara de Hornicek, o atacante esbarrou a bola na trave, perdendo mais uma oportunidade soberana.
Do mesmo banco que saiu Pau Victor saiu também o azarado Gabri Martinez, que esteve em campo apenas dezanove minutos. Viu dois amarelos, o segundo na sequência do penálti, e acabou expulso. O mesmo banco que dá, também quase acabou por tirar, mas o Sp. Braga resistiu e amealha os três pontos. Segue-se a deslocação à Andaluzia para discutir com o Betis a presença nas meias finais da Liga Europa.