Sp. Braga-Celta de Vigo, 3-1 (crónica) - TVI

Sp. Braga-Celta de Vigo, 3-1 (crónica)

Ensaio geral mostra máquina em afinação

O Sp. Braga encerrou a pré-época com um triunfo sobre o Celta de Vigo (3-1), naquele que foi o jogo de apresentação aos seus adeptos e o ensaio geral para a época 25/26. Uma bomba de Diego, já na fase final do encontro, foi o momento de uma noite em que Gorby e Zalazar também fizeram o gosto ao pé. Num típico jogo de preparação, em que foram a joga quase meia centena de jogadores, a equipa minhota deu indicações positivas, mas está ainda numa fase precoce da época, mesmo que dentro de menos de uma semana tenha o primeiro jogo oficial.

Com retoques pontuais no plantel, é no banco que está uma das principais novidades: Carlos Vicens, pupilo de Guardiola, estreia-se como técnico principal na pedreira. Naquele que foi o ensaio geral para o primeiro jogo oficial da época, já na próxima quinta-feira na Bulgária, frente ao Levski Sofia a contar para a Liga Europa, o Sp. Braga ainda não deslumbrou, mas mostrou já ter a máquina minimamente afinada. Pautou a sua prestação pela competência, essencialmente na finalização.

A primeira amostra do técnico espanhol à pedreira revelou um onze com apenas duas caras novas (Lagerbielke e Dorgeles), estando no sistema tático adotado pelo espanhol a principal novidade: o Sp. Braga alinhou com uma defesa a três e com um meio campo povoado por cinco elementos, sem laterais ou extremos.

Perante o 7.º classificado da última edição do campeonato espanhol, o Celta de Vigo que oito anos garantiu o regresso às competições europeias, a equipa bracarense foi compacta e organizada, revelando ainda algumas dificuldades no momento da construção de jogo.

As principais incidências do jogo: Sp. Braga-Celta de Vigo AO MINUTO

Ainda assim, foi um conjunto de extrema competência, chegando ao intervalo a vencer por duas bolas a zero. Na primeira aproximação à baliza contrária, Gorby abriu o ativo. Passe longo de Zalazar, na dividida com o adversário Fran Navarro ganhou de cabeça e abriu caminho para Gorby aparecer a rematar, sem marcação, abanando as redes.

Na frente do marcador a meio da primeira parte, o Sp. Braga deu uns passos em frente no terreno, ficou mais confortável e esboçou um domínio do encontro, que foi seguido do segundo golo, na conversão de um castigo máximo. Rodrigo Zalazar, um dos melhores em campo, encheu o pé da marca dos onze metros e fez o segundo.

O Sp. Braga ainda esteve perto do terceiro com um remate violento à trave de Ricardo Horta, antes das dezanove substituições ao intervalo, que descaracterizaram o encontro. A segunda metade foi claramente de menor nomeada, chegando a arrancar bocejos.

Nem o golo cedo do Celta teve um papel catalisador, com as alterações constantes – foram utilizados 46 jogadores – a sentirem-se no relvado. O golo da equipa da Galiza foi apontado por Jones num remate cruzado a bater Bellaarouch, que tinha saltado há poucos minutos para a baliza. Foi insuficiente para relançar a luta pelo resultado, com Diego Rodrigues a fechar o jogo com chave de ouro.

Apontou o terceiro com um remate forte e colocado de fora da área, uma bomba naquele que foi claramente o momento do jogo. Uma espécie de mote para a época, em que os adeptos pediram «o Braga campeão» antes do apito inicial. Os bracarenses encerram a pré-temporada com cinco triunfos em cinco jogos, apontando dez golos e sofrendo apenas dois. 


O QUE FIZERAM OS NOVOS

Lagerbielke

A fechar o lado direito de uma defesa a três, o central sueco entendeu-se bem com Paulo Oliveira e Arrey-Mbi na primeira metade. Foi dos poucos que continuou para a segunda parte, sentindo mais dificuldades a jogar com dois jovens ao lado. Sem dar nas vistas, o defesa contratado ao Twente fez por não comprometer. Alinhou 65 minutos

Dorgeles

O médio que chegou a Braga como a contratação mais cara de sempre do clube (11 milhões de euros) jogou pelo lado direito. Mostrou disponibilidade para se entregar ao jogo, parecendo ocupar terrenos que não serão os seus. Foi competente na vertente tática, crescendo na segunda parte ao subir no terreno. Tal como Lagerbielke, alinhou 65 minutos.

Bellaarouch

Quando ainda estava há apenas se sete minutos em campo, o guarda-redes recrutado ao Estrasburgo teve de ir ao fundo das redes. Noite ingrata em que, praticamente sem trabalho, acabou por sofrer um golo. Foi apenas o segundo golo sofrido pelos bracarenses nesta pré-temporada, que contou com cinco jogos. Esteve em campo pouco mais de 35 minutos. 

Leonardo Lelo
Único reforço proveniente do mercado interno, Lelo fechou o lado esquerdo da defesa na segunda metade, numa altura em que os bracarenses jogaram com um sistema ligeiramente diferente. Numa segunda metade a um ritmo baixo, acabou por não ter grandes oportunidades para se mostrar. 

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