Casa Pia-Sporting, 0-2 (destaques) - TVI

Casa Pia-Sporting, 0-2 (destaques)

Abriu Trincão a porta do labirinto

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A Figura: Francisco Trincão

Sai-lhe por instinto. Se na temporada passada jogava encostado ao corredor direito, a cortar para dentro, agora é um verdadeiro vagabundo à entrada da área, no corredor central. Desequilibrou e fez praticamente sozinho o primeiro golo dos leões, colaborando com Pote. Surgiu muitas vezes nas costas dos médios contrários, tal como na jogada do golo, e abria caminho ao contra-ataque leonino. Preciso no momento do remate, conseguiu ainda uma assistência para golo num livre indireto. É cada vez mais um brilhante diamante do Sporting.

O Momento: golo de Francisco Trincão, 42m

Foi um contra-ataque desenhado a regra e esquadro. Em segundos, a bola viajou desde a defesa (Diomande) até à baliza de Patrick Sequeira. Trincão apareceu nas costas dos médios e associou-se com Pote, cada vez mais em forma. De primeira, deu finalmente razão para os adeptos do Sporting festejarem. Num jogo de sentido único, este o momento de relevo.

Outros destaques:

Patrick Sequeira: se o resultado não foi mais avolumado, o Casa Pia pode também agradecer ao costarriquenho. Sequeira fez várias defesas de elevado nível sendo a mais vistosa aos 19 minutos, a remate de Pote. Na segunda temporada a vestir de branco e negro, é um dos valores seguros do clube.

Luis Suárez: entre este duelo e o anterior, diante do Benfica, nota-se bem a diferença na referência ofensiva do Sporting entre o colombiano e Conrad Harder. Sagaz a procurar o espaço, veloz e preciso, só faltou o golo ao colombiano, que bem tentou estrear-se a marcar. Melhor do que Harder no primeiro toque e na definição dos lances, parece estar encontrado o titular do ataque leonino.

Morten Hjulmand: o golo é talvez uma das últimas razões para destacar Morten Hjulmand. Mais um jogo bem conseguido do dinamarquês, sempre a encontrar os espaços certos tanto a atacar como a defender. Nunca em esforço, Hjulmand desliza pelo campo e faz o Sporting jogar sempre a nível elevado. Um dínamo.

Ricardo Mangas: aproveitou a lesão de Maxi Araújo para mostrar ao que vem. Nem parece ter tido um interregno na Rússia – Mangas galgou o corredor esquerdo e deu bastante profundidade, tal como no V. Guimarães, há um ano, com Rui Borges. Gosta de pisar terrenos interiores e quando tiver conhecido melhor os colegas vai ser uma dor de cabeça.

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