Declarações de Vasco Seabra, treinador do Arouca, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Arouca, após a vitória (1-0), na 30.ª jornada da Liga:
Análise ao encontro
«Foi um jogo difícil para nós. Iniciámos muito bem o jogo, os primeiros 20, 25 minutos acho que foram muito bons, de domínio claro nosso, com duas, três oportunidades do Barbero muito boas para podermos ser nós a passar para a frente, uma delas de golo invalidado. E creio que nós fomos caindo. Na segunda parte entramos a fazer o golo, não poderíamos ter melhor entrada. Creio que nos primeiros 10 minutos a seguir ao golo nós ainda conseguimos estar bem no jogo, mas a partir daí foi difícil para nós controlarmos a chegada do Estrela. A nossa pressão começou a não ficar tão eficaz, começamos a vir mais para trás, a ter dificuldade em controlar a largura e depois o jogo em profundidade do Estrela, o que nos fez espaçar um bocadinho mais a equipa. Foi um jogo ganho também na capacidade de sofrer, mas que foi merecidamente ganho.»
O que procurou com as substituições, que esgotou rapidamente?
«Eu senti que, quando nós fizemos o golo, nos 10 minutos seguintes, acabamos por ir melhorando um pouco, senti algum desgaste no Lee Hyunju, no Pablo e no Espen van Ee. Senti que a energia do Pedro Santos e os ataques à profundidade do Trezza poderiam trazer-nos vantagens, e logo a seguir a entrada do Mateo Flores, para nos tentar trazer mais bola. Aquilo que senti, mal fiz a segunda paragem, era que a equipa precisava de conseguir controlar os corredores em largura. Decidi introduzir o Matías para estancar possíveis cruzamentos e também o corredor, assim não teríamos que bascular tanto os centrais ao corredor e podíamos estancar logo o espaço lateral central com esse central exterior que era o Fontán e o Matías, e dar energia com o Mateo de um lado e o Puche do outro a conseguirem pressionar, deixando a profundidade para o Trezza, porque senti também o Barbero já bastante desgastado na ponta final do jogo quando teve de sair.»