V. Guimarães-Gil Vicente, 0-0 (crónica) - TVI

V. Guimarães-Gil Vicente, 0-0 (crónica)

Duelo do Minho não passou da guerra fria

Vitória e Gil Vicente não passaram de uma espécie de guerra fria no duelo minhoto de encerramento da jornada 13 da Liga. Nulo no marcador no Estádio D. Afonso Henriques, a manter os seis pontos de vantagem para o conjunto barcelense, quarto classificado do campeonato.  

Separados por seis pontos, num duelo direto pelos lugares europeus, em causa estava uma possibilidade de cavar um fosso por parte dos gilistas, ou uma possibilidade de o Vitória de Guimarães seguir no bom momento e ganhar terreno à concorrência. Não passaram, então, de uma espécie de guerra fria, com o embate a terminar sem golos.

A tabela classificativa acabou, inevitavelmente, por ter o seu peso à flor do relvado. O jogo foi, por isso, encaixado e praticamente sem margem de erro. A equipas equilibraram-se, reduziram a margem de erro e jogaram pela certa, diminuindo as probabilidade de lances de golo de parte a parte. A correr a trás do prejuízo, a equipa de Luís Pinto tentou ser mais audaz, mas esbarrou num Gil Vicente organizado e competente.

Nesse cenário, nos poucos lances de finalização que foram construindo, os vimaranenses não conseguiram criar situações de perigo evidente. Mais contido, o Gil Vicente teve momentos de troca de bola competentes, mas também sem perigo, fazendo o nulo no marcador prolongar-se.

A hora de jogo foi sinónimo de mudança. Cinco alterações de uma assentada, três para o Gil Vicente e duas para o Vitória, alteraram significativamente as peças no terreno de jogo para a derradeira meia hora após um arranque de segunda parte em que, de parte a parte, foram cometidos mais erros. 

A reta final do encontro foi aquela em que os nervos mais estiveram à flor da pele, com Vitória e Gil Vicente a lutar por cada metro de terreno e por cada posse de bola. Forçou a equipa da casa, com mais arrojo, enquanto que o Gil agarrou-se ao mal menor: à divisão de pontos.

Nervosismo, várias faltas, vários duelos e várias bolas longas por parte do Vitória na ânsia de tentar chegar ao golo. Ndoye, lançado na segunda metade, teve na cabeça a principal oportunidade de todo o encontro. Sem marcação, cabeceou ao lado, aos 86 minutos.

Os vimaranenses ainda pediram grande penalidade já nos descontos, num lance entre Buatu e Ndoye, mas esse não foi o entendimento da equipa de arbitragem, selando-se o nulo final. Após o triunfo no Dragão, na Taça da Liga, o Vitória não conseguiu somar o quinto triunfo consecutivo. O Gil Vicente não venceu pelo terceiro jogo consecutivo, mas conseguiu o mal menor, ao impedir o triunfo adversário.

A FIGURA: Beni Mukendi
O médio do Vitória, que vai representar a seleção angolana na CAN, voltou a evidenciar-se no setor intermediário. Com a sai capacidade física, mesmo num jogo em que o meio campo do Vitória não funcionou na plenitude, Beni equilibrou forças com a sua presença, capacidade para ter bola em progressão no terreno. Percorreu o campo todo

O MOMENTO: Ndoye ao lado (86’)
Pontapé de canto para o Vitória na reta final do encontro, na fase de maior pressão do jogo. Mitrovic coloca bem na área com o pé direito, de forma tensa, para o raio de ação de Ndoye. Sem marcação, o avançado do Vitória de Guimarães cabeceia ao lado quando estava frente a frente com Andrew. O senegalês tinha tudo para fazer o golo, mas desviou em demasia do guarda-redes, acabando por perder a principal chance do encontro.  

POSTIVIO: Zeega e Verdi, campeões do mundo com a Taça no relvado
Os campeões do mundo de sub-17, Zeega e Verdi, subiram ao relvado no intervalo do duelo minhoto. A dupla de jogadores do Vitória foi homenageada pelo presidente do clube e pelos adeptos, subindo ao relvado com a Taça de Campeões do Mundo. Os dois jovens jogadores, que já treinaram às ordens de Luís Pinto, ofereceram as camisolas da Seleção Nacional que usaram na competição.

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