Vizela-Portimonense, 2-3 (crónica) - TVI

Vizela-Portimonense, 2-3 (crónica)

No Minho é que o Portimonense está bem: Carlinhos que o diga

O Portimonense alcançou este sábado a segunda vitória na presente edição da Liga. Segundo triunfo consecutivo fora de portas, ambos no Minho. Depois de vencer em Guimarães, os algarvios derrotaram o Vizela (2-3) com Carlinhos novamente em plano de destaque. Bisou na partida, fechando os três pontos a três minutos dos noventa depois de o Portimonense consentir o empate.

É caso para dizer que no Minho é que o Portimonense está bem. Não convence, é certo, mas vence, à semelhança do que se passou no primeiro triunfo. Numa tarde de calor abrasador, um golo quase que caído do céu na transformação de uma grande penalidade por Carlinhos, e um desvio de Carrillo num dos últimos lances antes do intervalo quase resolveram o jogo. Mas, o Vizela ainda empatou a poucos minutos do final: foi novamente Carlinhos a resgatar os algarvios.

Os dois emblemas partiam para este jogo em igualdade de circunstâncias, com cinco pontos, respira o Portimonense depois de uma entrada em falso no campeonato, somando já dois triunfos fora de portas.

Eficácia algarvia desnivela marcador

Passes falhados, lances displicentes e parca criatividade marcaram o encontro em Vizela. A temperatura elevadíssima que se fez sentir foi um dos ingredientes que ajudou a uma tarde de futebol pouco propícia, em que faltou quase tudo ao jogo no que a futebol jogado diz respeito. Ainda assim, o maior ímpeto ia estando do lado vizelense.

Mas, no meio de tanto atabalhoamento, de parte a parte, foi o Portimonense a sorrir. À passagem da meia hora Gonçalo Costa deu o primeiro esticão no jogo, cruzando na esquerda após um bom lance individual. Jasper disferiu um remate de cabeça para defesa apertada e recarregou igualmente com perigo. Dupla defesa de Buntic com enorme preponderância. Alertado pelo VAR, o árbitro do encontro foi ver as imagens e sancionou um desvio da bola no braço de Anderson. Carlinhos, o capitão do Portimonense assumiu a cobrança e não desperdiçou na marca dos onze metros, tal como já tinha feito em Guimarães.  

Entre pausas para hidratação, assistência a jogadores, um jogo que já de si ia demonstrando poucos atributos, caiu ainda mais de interesse, com alguns desaguisados à mistura entre jogadores de ambas as equipas. Num dos últimos lances do primeiro tempo, Gonçalo Costa entrou novamente em cena. Voltou a ganhar metros na esquerda, cruzando para o remate de primeira de Carrillo. Busnic ficou-se pelo golpe de vista, acabando por ver a bola entrar ao primeiro poste.

Sentido único até ao empate; mas o resgate fez-se à bomba

Vantagem confortável dos algarvios para a segunda metade do jogo, podendo gerir um jogo que estava a ser pobre com uma margem de dois golos de vantagem. A segunda metade foi, como seria fácil de perspetivar, de sentido único. Mesmo sem se conseguir impor de forma vincada – num jogo em que dois jogadores que saltaram do banco acabaram por sair – o Vizela armou a reação.

Reduziu a desvantagem pelo inevitável Essende. A passe de Jardel, um dos que entrou e saiu, o avançado rematou de primeira, fraco, mas ainda assim suficiente para abanar as redes. Cresceu o Vizela, foi atrás do segundo, que chegou com naturalidade a cinco minutos dos noventa. Às três pancadas, Anderson desviou o remate de Bruno Wilson e chegou ao empate num golo dos centrais.

Rápida corrida para ir buscar a bola. Acreditou na cambalhota no marcador o conjunto de Pablo Villar. Mas, foi o Portimonense a marcar, com um toque de cinismo. Carlinhos aproveitou o espaço para encher o pé de fora da área, assinando a ficha de serviço com três pontos resgatados à bomba.

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