Vizela-Sp. Braga, 1-3 (crónica) - TVI

Vizela-Sp. Braga, 1-3 (crónica)

Banzados para a frente: Guerreiros pressionam dragões e águias

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Um bis de Banza complementado com a confirmação de Bruma, num jogo em que o Sp. Braga até nem teve pé pesado no acelerador, manteve os guerreiros na senda dos triunfos na Liga – quarto consecutivo – chegando-se à frente na tabela classificativa ao bater o Vizela (1-3). À condição, os arsenalistas ultrapassam o FC Porto e igualam o Benfica na classificação.

Em vésperas de medir forças com o Nápoles – jogo decisivo para as contas europeias – e de receber o Benfica na Liga, os guerreiros foram competentes no duelo minhoto com o Vizela que abriu a jornada 13, somando o quarto triunfo consecutivo no campeonato numa série de oito jornadas sem conhecer o sabor da derrota.

Muito diferente daquela que foi a sua identidade nas últimas épocas, mesmo inferior no jogo o Vizela foi perdulário, desperdiçou oportunidades prometedoras e ficou à mercê de um poderio claramente superior do adversário, continuando na zona baixa da tabela, em lugar de despromoção.

Sustos, domínio e vantagem

Duas oportunidades soberanas para o Vizela logo a abrir o jogo, no espaço de apenas quatro minutos, perspetivam um jogo aberto com os vizelenes a baterem-se com o Sp. Braga. Tomás Silva obrigou Matheus a fazer uma defesa aparatosa e Serdar teve de dar o corpo à bola para evitar, na pequena área, um remate de Anderson.

Dois lances sem sequência, que provocaram o susto, mas não abalaram a estrutura bracarense, que se lançou para um jogo seguro. O conjunto de Artur Jorge assumiu as despesas do jogo sem reservas, jogou praticamente no meio campo adversário e criou várias movimentações interessantes mesmo sem acelerar muito o jogo.

Numa dessas movimentações adiantou-se no marcador pelo suspeito do costume: Banza, o melhor marcador da Liga. Mas, o golo nasce de uma boa combinação entre Álvaro Djaló e Joe Mendes, com o lateral a ir à linha de fundo fazer o cruzamento certeiro para Banza desviar de forma letal na pequena área. Para lá do mérito do avançado, nota de destaque para a combinação pelo corredor direito.

Quase copy, paste; final ligeiramente diferente

Duas partes distintas costuma ser um chavão do futebol. Neste caso, da primeira para a segunda parte saiu quase um copy, paste. Voltou a entrar por cima o Vizela, lutando para entrar na luta pelo resultado, criando duas situações flagrantes. Tomás Silva voltou a aparecer em posição favorável, mas desperdiçou na cara de Matheus.

Na resposta, de pronto no minuto exatamente a seguir, os maiores atributos do Sp. Braga fizeram a diferença. Cruzamento perfeito de Zalzar para a área, onde aparece Simon Banza, no seu habitat natural, a cabecear nas costas da defesa para o segundo da sua conta pessoal e o segundo do Sp. Braga. Duelo resolvido. Pensava-se.

O final foi ligeiramente diferente. Através de um canto o Vizela conseguiu marcar, por intermédio de Essende num canto aos 72 minutos, mantendo-se assim a incerteza do resultado até aos derradeiros momentos do jogo. Bruma confirmou o triunfo num dos últimos lances do encontro, ao atirar para a baliza deserta quando Buntic estava na área contrária para tentar o assalto final. Jardel saiu em slalom por entre os jogadores bracarenses quando estava toda a gente na área, perdendo a bola para Bruma finalizar o jogo com o 1-3 final.

O Sp. Braga segue Banzado para a frente. Espreita o pódio.

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