Cinquenta pessoas em situação de sem-abrigo, incluindo 47 migrantes timorenses, foram acolhidas em Lisboa, na sequência do mau tempo registado este mês, que também obrigou a soluções alternativas de habitação para 46 pessoas, segundo informação municipal.

A pedido da agência Lusa, a Câmara Municipal de Lisboa atualizou a informação sobre a assistência prestada a pessoas em situação de sem-abrigo na sequência das chuvas intensas dos dias 7, 8, 12, 13 e 20 deste mês, dando conta de que foram acolhidas 50 pessoas, número que atualiza em mais 20 os fornecidos em 19 de dezembro.

“O Núcleo de Planeamento e Intervenção de Sem-Abrigo (NPISA) de Lisboa, em estreita colaboração com os parceiros locais, criou vagas suplementares em Centros de Alojamento Temporário que permitiram o acolhimento de 50 pessoas em condição de sem-abrigo”, informou a autarquia, acrescentando que os centros estiveram em “funcionamento também em período diurno” e que sensibilizaram “os utentes para permanecerem nos espaços, evitando deslocações não essenciais na cidade”.

Na resposta enviada à Lusa, a câmara municipal refere ainda que deu “particular atenção ao grupo de imigrantes de origem timorense a pernoitar na rua” e que, em articulação com o Alto Comissariado para as Migrações (ACM), acolheu “47 pessoas” pertencentes a este grupo.

“Outros cidadãos timorenses preferiram não aceitar qualquer das soluções oferecidas”, adianta ainda.

Simultaneamente, a autarquia diz que teve de “encontrar soluções alternativas de habitação para cerca de 46 pessoas, que foram forçadas a sair temporariamente das suas casas na sequência do mau tempo”.

A chuva intensa e persistente que caiu durante vários dias de dezembro causou inundações, danos em habitações e comércios, quedas de árvores e cortes de estradas, afetando sobretudo os distritos de Lisboa, Setúbal, Portalegre e Santarém.

Em resposta, a Câmara de Lisboa ativou um plano de contingência para pessoas em situação de sem-abrigo e anunciou a aprovação de um pacote de medidas de apoio no valor de 1,3 milhões de euros.

No dia 21, a autarquia lisboeta aprovou o mecanismo que vai permitir às vítimas das cheias solicitarem apoio financeiro para fazer face aos danos materiais das intempéries, que conta com um fundo de 2,3 milhões de euros.

/ WL