O tribunal manteve esta sexta-feira a condenação de Abdul Bashir à pena máxima, após avaliar o seu estado mental no momento dos factos. Apesar de ter sido provado que padece de esquizofrenia e apresenta uma personalidade de narcisismo maligno de elevada gravidade, não foi demonstrado que estivesse sob efeito dessas condições durante o ataque, sendo por isso considerado imputável.
Durante a leitura da súmula do processo, a mãe de Mariana, uma das vítimas, chorou e abraçou o marido enquanto a juíza lia a súmula do processo. O arguido manteve a cabeça baixa e olhou para o chão durante toda a sessão, apenas sendo informado da decisão no final, após tradução feita pelo tradutor judicial.
Informado após tradução o arguido diz que não concorda com a decisão e a juíza responde que pode recorrer.
Durante a sessão, o arguido pediu ao tribunal a substituição da sua advogada e solicitou um prazo de um mês para constituir um novo defensor. O pedido foi recusado, uma vez que o tribunal considerou que já tem representação legal atribuída.
O Ministério Público manteve a posição de que o arguido deveria ser considerado inimputável. Já os assistentes no processo defendiamm a aplicação de uma pena de prisão efetiva.
A advogada das famílias das vítimas sustentou que, independentemente do diagnóstico clínico, o arguido não poderia voltar a ser colocado em liberdade, defendendo que tal decisão deve ter em conta a segurança do próprio e da população.
“Numa coisa estamos todos de acordo, seja ele esquizofrénico ou psicopata, não poderá nunca ser colocado em liberdade seja na defesa dele próprio ou na defesa da população", afirmou a advogada.