Carneiro considera "pouco digno de um primeiro-ministro" anunciar "uma espécie de leilão" de salários antes de uma greve geral - TVI

Carneiro considera "pouco digno de um primeiro-ministro" anunciar "uma espécie de leilão" de salários antes de uma greve geral

Secretário-geral do PS reage assim às novas perspetivas do primeiro-ministro sobre objetivos salariais

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, considerou este domingo "pouco digno de um primeiro-ministro" anunciar, "em vésperas de uma greve geral", o que diz ser "uma espécie de leilão" sobre objetivos salariais.

"Os trabalhadores não merecem que lhes façam isto. É pouco digno de um primeiro-ministro, em vésperas de uma greve geral, estar com esta espécie de leilão de valorizações salariais", criticou o socialista, reagindo assim às novas perspetivas do primeiro-ministro sobre objetivos salariais.

No sábado, Luís Montenegro apontou para um aumento de 1.600 euros de salário mínimo e 3.000 euros de médio, um dia após mencionar valores inferiores.

"Nós queremos que o salário mínimo não chegue aos 1.100 [euros]. Esse é o objetivo que temos para esta legislatura, mas nós queremos mais. Que chegue aos 1.500 ou aos 1.600", declarou Luís Montenegro, no sábado, acrescentando ainda que não quer "que o salário médio chegue aos 1.600 ou 1.700", mas sim que "chegue aos 2.500, 2.800 ou 3.000 euros".

Isto depois de ter sugerido, na sexta-feira, aproveitar a oportunidade da possível mudança das leis laborais para elevar o salário mínimo para os 1.500 euros e o médio para 2.000 ou 2.500.

José Luís Carneiro lembra que este é um assunto que se discute e avalia "em função do crescimento da economia do país", em sede da concertação social, e que ele próprio já defendeu que o país deve almejar ter o salário médio "na ordem dos 2.500 euros" até 2035.

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