Montenegro quer recuperar tempo congelado de toda a Administração Pública e os professores "são a prioridade" - TVI

Montenegro quer recuperar tempo congelado de toda a Administração Pública e os professores "são a prioridade"

Luís Montenegro em entrevista no CNN Town Hall (DR)

Líder do PSD diz que tinha de começar por algum lado, e escolheu a carreira docente

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“Qual a ideia para resolver a situação do tempo congelado” na carreira dos professores? Esta foi uma das perguntas deixadas ao presidente do PSD na CNN Town Hall, e Luís Montenegro apresentou uma proposta que deve ter agradado à classe docente.

O social-democrata lembrou uma proposta que prevê a recuperação do tempo perdido em cinco anos, à razão de 20% do tempo perdido em cada um desses cinco anos.

O objetivo é responder ao argumento do Governo, que defende a insustentabilidade do Estado para fazê-lo, mas também uma injustiça perante os restantes trabalhadores do setor público.

Para Luís Montenegro o problema é tão mais grave porque muitos professores vão atingir idades perto da reforma em breve.

“A escolha é, do ponto de vista orçamental, equilibrada, e do ponto de vista político, uma prioridade”, afirma.

Questionado sobre porque é que o PSD não aprovou a recuperação total desse tempo em 2019, quando se podia ter juntado aos partidos da esquerda para o decidir, Luís Montenegro acusa o Governo de nunca ter apresentado a verdadeira dimensão das contas.

Assim, e segundo o líder social-democrata, é preciso que o Executivo mostre quanto custa esta medida para os professores, mas também para o resto da Administração Pública.

“Nós temos de começar por alguém e eu escolhi começar pelos professores”, reitera, rebatendo argumentos de iniquidade, até porque o Governo “escolheu” dar mais salário aos médicos.

Voltando à situação de 2019, defende-se Luís Montenegro que não pode responder pelo que foi então feito pelo PSD de Rui Rio, mas também garante que a situação é totalmente diferente. E é diferente na urgência que se tem no setor, mas também no impacto que a medida tem nas contas públicas.

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