Marcelo fica hoje no hospital, amanhã sai "se tudo correr bem". Depois: "repouso de duas a quatro semanas" - TVI

Marcelo fica hoje no hospital, amanhã sai "se tudo correr bem". Depois: "repouso de duas a quatro semanas"

Presidente da República passou "bem a noite" depois de ter sido operado a uma hérnia encarcerada e está a evoluir favoravelmente". De qualquer maneira: vai ter de cancelar a agenda

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"Passou a noite muito bem, está bem disposto. Está a evoluir favoravelmente, como era expectável." O ponto de situação foi feito esta terça-feira por Maria João Baptista, presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João, no Porto.

A mesma fonte adiantou que "é expectável que possa ter alta a curto prazo". Mas "hoje ficará cá". "Se estiver a correr tudo como tem estado a correr e estiver tudo bem, acreditamos que poderá ter alta amanhã", sublinha Maria João Baptista.

"Antes de pensarmos nos próximos dias temos de perceber que nesta fase é importante o sr. Presidente alimentar-se, levantar-se e percebermos como está. Estando tudo bem, fará alguns exames que sejam necessários, nomeadamente algumas análises, que são as habituais. Estando tudo bem, não há em princípio grandes exames a serem efetuados."

Presidente da República deve ficar de repouso entre "duas a quatro semanas", explicou Maria João Baptista. "Como nós dissemos, o que é habitual neste tipo de cirurgia é que haja um período de repouso, que seja de duas semanas, de três semanas, de quatro semanas, é variável de acordo com aquilo que são as características da pessoa. Esse repouso pode ser mais intenso ou menos intenso, ou seja, mais rigoroso ou menos rigoroso, de acordo com aquilo que for a evolução clínica", acrescentou a médica.

Pouco depois de a cirurgia ter terminado, o chefe da Casa Civil dava conta de que Marcelo já queria "discutir" a agenda - mas certo é que a agenda dos próximos dias foi cancelada. Para esta terça-feira estava prevista a inauguração da exposição “No Caminho da Democracia: António Ramalho Eanes”, no museu da Presidência da República.

Dor abdominal lança alerta

Tudo começou cerca das 20:55 quando uma primeira nota do Palácio de Belém apanhou o país de surpresa ao informar que o Presidente se tinha sentido indisposto, com uma paragem de digestão, e que estava no hospital de São João a fazer exames. Tinha estado em Amarante no funeral de Antonio Mota, antigo presidente da Mota-Engil, e, perante as dores abdominais e vómitos que sentiu, os médicos que o acompanharam acharam que não havia condições para o Presidente regressar a Lisboa. E optaram por levar Marcelo àquela unidade, onde depois de fazer exames médicos se percebeu que tinha de ser operado de urgência a uma hérnia.

Desta vez diferente das anteriores. Em 2017, fez uma intervenção no Hospital Curry Cabral a uma hérnia umbilical e, em 2021, sofreu duas hérnias inguinais tendo sido operado no Hospital das Forcas Armadas, em Lisboa.

Este incidente surge agora em plena disputa por Belém e numa altura em que os candidatos a suceder a Marcelo se enfrentam em debates. Nesta segunda-feira sucederam-se entre eles as mensagens de melhorias ao atual chefe de Estado.

"Os candidatos vão ter de medir muito bem as palavras, sobretudo os que aspiram chegar à segunda volta, porque uma frase infeliz corre o risco de pôr em causa toda a campanha", avisa o politólogo José Filipe Pinto, acrescentando: "As palavras são como as setas, mas têm efeito boomerang. Depois de saírem da boca não voltam atrás, mas podem atingir quem as proferiu".

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