Marcelo diz que é fundamental a União Europeia atuar com unidade e rapidez - TVI

Marcelo diz que é fundamental a União Europeia atuar com unidade e rapidez

  • Agência Lusa
  • MJC
  • 16 out 2023, 22:22
Marcelo recolhe ao hotel em Bruxelas: "Um chefe de Estado visitante não se pode permitir entrar em colisão com as decisões de segurança"

O Presidente da República reiterou, em nome de Portugal, "a condenação muito frontal do ataque terrorista" de 7 de outubro do grupo islamita Hamas em território israelita

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O Presidente da República defendeu esta segunda-feira que é fundamental a União Europeia atuar com unidade e rapidez em relação à situação no Médio Oriente, perante o conflito entre Israel e o Hamas, com contenção nas declarações públicas.

Em resposta a perguntas dos jornalistas, num hotel de Bruxelas, onde chegou hoje, para uma visita de Estado entre terça e quinta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que "a União Europeia tem atuado em domínios de política externa – como por exemplo a Ucrânia – com unidade, ultrapassando diversidades".

"Penso que para todos os europeus é fundamental que também no caso da situação no médio Oriente atue com unidade, e com a capacidade de prever, de antecipar e de influenciar, tanto quanto é possível influenciar com o seu peso, aquilo que se possa vir a passar no futuro imediato", afirmou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "a União Europeia tem aqui mais um desafio difícil" e a reunião extraordinária de terça-feira à tarde do Conselho Europeu por videoconferência "é muito importante".

O Presidente da República sustentou que neste momento está a haver "uma mudança na balança de poderes" no mundo e "a União Europeia pode aí desempenhar um papel importante, mais do que outros poderes, ou em conjunto com outros poderes".

"Para isso, é fundamental, como tem acontecido na Ucrânia, atuar em unidade, atuar com rapidez, com antecipação, e com capacidade de previsão dos acontecimentos. Penso que é isso que interessa a todos nós europeus e interessa a todo o mundo", reforçou.

Interrogado sobre os possíveis efeitos do conflito entre Israel e o grupo islamita Hamas na segurança interna de países europeus, o chefe de Estado evitou pronunciar-se sobre essa matéria e aconselhou contenção nas declarações públicas, para se "poder intervir de forma efetiva, de modo não público".

"Tudo o que seja intervenção pública pode dificultar o espaço de manobra – e falar de maneira pública é, por exemplo, relacionar factos determinados isolados com a situação que se vive no Médio Oriente – é criar, no fundo, ou alimentar um clima que já de si próprio é dramático", alertou.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que "a dramatização daquilo que é dramático pode ser contraproducente" para que a União Europeia possa "contribuir para criar caminhos de solução, e não caminhos de dramatização".

O Presidente da República reiterou, em nome de Portugal, "a condenação muito frontal do ataque terrorista" de 7 de outubro do grupo islamita Hamas em território israelita, ao qual Israel respondeu com bombardeamentos na Faixa de Gaza.

Por outro lado, expressou "a preocupação com as vítimas dos dois lados – dos dois lados, e não apenas de um", manifestando o desejo de que haja "o menor número de vítimas" neste conflito que, na sua opinião, "ainda só começou".

"É a posição oficial portuguesa", frisou.

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