PJ apanha suspeito de ter atirado cocktail molotov durante a "Marcha Pela Vida" - TVI

PJ apanha suspeito de ter atirado cocktail molotov durante a "Marcha Pela Vida"

Marcha pela Vida (António Pedro Santos/Lusa)

Homem está indiciado por vários crimes, incluindo terrorismo, sendo que foram encontrados "diversos elementos denunciadores de um móbil ideológico"

Um homem foi detido pela suspeita de ter lançado um cocktail molotov durante a "Marcha pela Vida", realizada a 21 de março junto à Assembleia da República, em Lisboa.

De acordo com um comunicado da Polícia Judiciária, o suspeito foi detido pela Unidade Nacional de Contraterrorismo, estando indiciado pela tentativa da prática dos crimes de infrações terroristas, detenção de arma proibida, incêndio, explosão e outras condutas especialmente perigosas e de ofensas à integridade física grave.

"Os factos pelos quais foi detido reportam-se ao arremesso de um engenho incendiário improvisado, comumente designado por cocktail molotov, contra pessoas que participavam na manifestação 'Marcha pela Vida', entre as quais se encontravam famílias com crianças e bebés", pode ler-se no comunicado.

A Polícia Judiciária indica que foram realizadas dezenas de diligências para tentar obter meios de prova, acabando a investigação por culminar na detenção do suspeito, que também foi alvo de um mandado de busca e apreensão, no qual foram apreendidos "diversos elementos denunciadores de um móbil ideológico".

O detido será presente no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa para novo interrogatório judicial tendo em vista a aplicação de adequadas medidas de coação.

Um cocktail molotov é um engenho incendiário artesanal fabricado com uma garrafa de vidro, líquidos inflamáveis e um pano embebido no mesmo combustível.

O engenho incendiário não deflagrou, mas gerou "um clima de alarme e perturbação no local", tendo algumas pessoas sido atingidas pelo líquido inflamável.

No momento do arremesso, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés.

Além do suspeito, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas “num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria”.

A Marcha pela Vida, realizada no centro de Lisboa no quadro da Caminhada pela Vida, que teve lugar em 12 cidades do país contra a interrupção voluntária da gravidez, começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, condenou no domingo o incidente, que classificou como uma demonstração de “extremismo violento”, e elogiou a “pronta intervenção da PSP”.

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