Secretário de Estado que apresentou a demissão constituído arguido - TVI

Secretário de Estado que apresentou a demissão constituído arguido

  • Henrique Machado
  • (notícia atualizada às 13:15)
  • 7 jul 2023, 12:37

Em causa estão suspeitas de corrupção e participação económica em negócio

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Marco Capitão Ferreira, secretário de Estado da Defesa Nacional, que apresentou a demissão do Governo, foi constituído arguido por suspeitas de corrupção e participação económica em negócio, sabe a CNN Portugal.

A informação surge na sequência da realização de buscas nas instalações da Direção Geral de Recursos da Defesa Nacional no âmbito da Operação "Tempestade Perfeita", que já contava com pelo menos 19 arguidos.

Esta sexta-feira, a Polícia Judiciária procedeu à realização de uma "nova operação policial visando a execução de dois mandados de busca, um de busca domiciliária e o outro de busca não domiciliária", bem como "a recolha de elementos probatórios complementares e relacionados com suspeitas de práticas criminosas no exercício de funções públicas, designadamente corrupção e participarão económica em negócio", pode ler-se em comunicado enviado às redações.

Estas buscas acontecem no mesmo dia em o secretário de Estado da Defesa, Marco Capitão Ferreira, pediu a demissão. O gabinete do primeiro-ministro informou esta manhã, em comunicado, que António Costa apresentou ao Presidente da República "a proposta de exoneração do Secretário de Estado da Defesa Nacional, (...) a pedido do próprio". Entretanto, Marcelo Rebelo de Sousa já aceitou o pedido de demissão.

Também esta sexta-feira, o semanário Expresso noticia que o secretário de Estado admitiu José Miguel Fernandes, ex-administrador do Alfeite, para assessor da administração IdD - Portugal Defence, mas o gestor nunca foi visto a exercer funções nesse local.

Na quarta-feira, o parlamento aprovou a audição do secretário de Estado para prestar esclarecimentos sobre um contrato de assessoria assinado em 25 de março de 2019 entre Marco Capitão Ferreira e a Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional (DGRDN), à data liderada por Alberto Coelho – um dos envolvidos na operação ‘Tempestade Perfeita’ - no valor de 50 mil euros mais IVA e que foi executado no período de quatro dias.

A operação "Tempestade Perfeita" resultou em cinco detenções, entre as quais três altos quadros da Defesa e dois empresários, num total de 19 arguidos, sendo um dos detidos o antigo diretor-geral de Recursos da Defesa Nacional, Alberto Coelho, que ocupava o cargo quando foram feitas as obras naquele hospital.

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