“Pensei que me estavam a dar tonturas. Tudo a bater, candeeiros e coisas a cair. Só tive tempo de pegar no meu filho e sair”. O relato de uma portuguesa em Marrocos - TVI

“Pensei que me estavam a dar tonturas. Tudo a bater, candeeiros e coisas a cair. Só tive tempo de pegar no meu filho e sair”. O relato de uma portuguesa em Marrocos

  • Agência Lusa
  • DCT
  • 9 set 2023, 08:14
Sismo em Marraquexe, Marrocos (Associated Press)

Como esta família, muitos outros portugueses e turistas de outras nacionalidades saíram dos quartos para um local mais seguro.

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Uma portuguesa de férias em Agadir contou à agência Lusa que sentiu durante cerca de 30 segundos e com muita intensidade o sismo de magnitude 6.9 (Richter) que atingiu Marrocos na sexta-feira à noite.

“O medo é imenso. Foi horrível”, contou Fátima Almeida desde a varanda do hotel junto ao porto de Agadir, através de uma chamada via a plataforma Messenger.

Agadir fica cerca de 250 quilómetros a sudoeste de Marraquexe, onde, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), ocorreu pelas 23:11 de sexta-feira um forte abalo, sentido também em várias localidades de Portugal, como Faro, Lisboa, Coimbra ou Porto.

Um segundo tremor de 4,9 foi registado a nordeste de Taroudant, 200 quilómetros a sul de Marraquexe e a cerca de 80 quilómetros a oeste de Agadir, cerca das 23:30.

Esta portuguesa de Santa Maria da Feira, mas que vive no Luxemburgo, encontra-se de férias com o filho em Agadir e disse que tinha acabado de chegar ao quarto do hotel, quando sentiu o sismo.

“Pensei que me estavam a dar tonturas. Tudo a bater, candeeiros e coisas a cair. Só tive tempo de pegar no meu filho e sair conforme estávamos”, destacou.

Como esta família, muitos outros portugueses e turistas de outras nacionalidades saíram dos quartos para um local mais seguro.

“Muitos casais novos portugueses tinham acabado de chegar. Estavam todos em pânico, foi uma sensação horrível”, frisou, acrescentando que o sismo foi sentido com "muita intensidade" e que "durou cerca de 30 segundos".

Fátima Almeida salientou que não ocorreram danos de maior e que não há registo de feridos naquela zona, mas apontou que as paredes do hotel estão lascadas e que se vê pó de cimento pelos corredores.

O susto fez esta portuguesa estar já a procurar voos para sair de Marrocos o mais rápido possível devido ao receio de novo terramoto.

“Fiz mochila com roupa quente e documentos. Estou de sapatilhas postas e o meu filho está a descansar de sapatilhas, caso seja preciso arrancar logo”, adiantou ainda.

Por outro lado, em Tânger, cerca de 575 quilómetros a norte de Marraquexe, Marisa Martins contou à Lusa que não sentiu qualquer abalo.

Esta portuguesa de Viana do Castelo, de férias em Tânger com o marido, garantiu que se encontrava em segurança.

O abalo no centro de Marrocos causou danos materiais em várias cidades, de acordo com imagens divulgadas nas redes sociais, embora as autoridades não tenham comunicado imediatamente quaisquer vítimas.

Além de Marraquexe ou Agadir, o abalo fez-se sentir em Rabat, Casablanca ou Essaouira, causando pânico na população, com muitas pessoas saíram às ruas dessas cidades, por temerem o desabamento das suas casas, segundo imagens divulgadas nas redes sociais.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o sismo foi sentido com intensidade máxima III/IV (escala de Mercalli modificada) nos concelhos de Castro Marim, Faro, Loulé, Portimão, Vila Real de Santo António (Faro), Cascais, Lisboa, Torres Vedras, Vila Franca de Xira (Lisboa), Almada, Setúbal e Sines (Setúbal)”.

“Foi ainda sentido com menor intensidade nos concelhos de Coimbra (Coimbra), Albufeira, Olhão, Silves (Faro), Alenquer, Loures, Mafra, Oeiras, Sintra, Amadora, Odivelas (Lisboa), Santo Tirso, Vila Nova de Gaia (Porto), Santiago do Cacém, Seixal e Sesimbra (Setúbal), referiu o IPMA.

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