A presidente do Parlamento Europeu Roberta Metsola não vai nomear o cunhado para chefe de gabinete.

De acordo com o jornal italiano Il Foglio, Matthew Tabone, assessor e chefe de gabinete pessoal de Metsola, iria ser nomeado para a liderança do gabinete da presidente do Parlamento Europeu, função pela qual iria auferir entre 15 a 20 mil euros mensais.

À publicação, fonte do gabinete de Metsola não negou a informação, e garantiu que a nomeação de Tabone estaria “em linha com o espírito e a letra da lei” e que “cabe à presidente nomear alguém em quem tem confiança”.

Esta sexta-feira, no entanto, o porta-voz de Roberta Metsola, Juri Laas, anunciou que a nova chefe de gabinete da presidente vai ser Leticia Zuleta de Reales Ansaldo, até agora vice-chefe.

Este caso surge cerca de três semanas depois do escândalo Catargate ser revelado. Entre os detidos no processo que investiga um alegado lóbi ilegal para influenciar decisões do Parlamento Europeu a favor do Catar está Eva Kaili, que ocupava o cargo de vice-presidente da instituição até ter sido destituída a 13 de dezembro.

Em reação ao caso, na abertura da sessão plenária do dia 12 de dezembro em Estrasburgo, Metsola confessou a sua “fúria, raiva e tristeza” com as suspeitas e, três dias depois, assegurou que iria liderar um “processo de reforma forte” do Parlamento Europeu.

“Devo dizer que, embora possamos sempre procurar reforçar a dissuasão e a transparência, e eu vou liderar um forte processo de reforma, haverá sempre alguns para quem um saco de dinheiro vale sempre o risco. É essencial que estas pessoas compreendam que vão ser apanhadas. Que haverá consequências. Que os nossos serviços funcionarão e que enfrentarão toda a extensão da lei. Não vai haver impunidade”, garantiu.

CNN Portugal