Em nome da sua saúde, olhe para a sua pele - Andreia Filipe Leite fez isso, salvou-lhe a vida - TVI

Em nome da sua saúde, olhe para a sua pele - Andreia Filipe Leite fez isso, salvou-lhe a vida

  • 11 mai, 12:17

Nesta doença, a autovigilância e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença

Relacionados

É sabido que há vários tipos de cancro de pele, "mas sem dúvida o melanoma é o mais agressivo porque é o que mata mais"; diz a dermatologista Ana Brinca. "É um cancro que tem capacidade de enviar metástases para qualquer órgão do nosso corpo e, portanto, dentro dos inúmeros cancros de pele que temos o melanoma é sem dúvida - também pela sua frequência, é o terceiro mais comum - o que mais mata de todos os cancros de pele e por isso é o mais agressivo, sim."

Ana Brinca recomenda a "autovigilância", que olhemos para a nossa pele com tempo para que possamos identificar se há algo diferente, de errado, que não estava lá e apareceu. "E o que nós recomendamos também depende se as pessoas têm muitos sinais, se não têm, do tipo de pele... Sabemos que há algumas pessoas com risco acrescido, portanto, com pele muito clara, que queima com muita facilidade, com olhos claros, loiros, enfim, são pessoas que têm um risco acrescido."

Convém que as pessoas com muitos sinais "estejam atentas - e qualquer sinal que se modifica, seja em termos de tamanho, de cor, de volume, qualquer sinal que se modifica" é para tomar em atenção. "É aquilo tipo de sinam em que estamos a olhar e parece que os olhos vão logo para lá sinal porque está diferente, porque é diferente dos outros, e isso é para ser sempre avaliado pelo médico", sublinha Ana Brinca.

O diagnóstico precoce "faz toda a diferença em qualquer campo", é uma diferença que começa precisamente pela já referida autovigilância, porque "é diferente se tirarmos um melanoma mais avançado, em que já teve tempo para crescer e para enviar as tais metástases", portanto "o diagnóstico precoce é muito essencial no melanoma".

Cor, textura

Andreia Filipe Leite teve um melanoma, "tudo começou em 2022 numa consulta de rotina no centro de saúde": "Eu e a minha médica de família vimos um sinal que estava a aumentar, a começar a ter cor, textura. Foi a partir daí".

Andreia Filipe Leite foi encaminhada para outros serviços de diagnóstico e em 2023 foi-lhe diagnosticado melanoma. "O que me passou pela cabeça? Para ser muito sincera, pensei que... É uma coisa, uma situação que não é boa, mas no entanto hoje em dia a medicina está toda avançada, existem tratamentos, existem cirurgias que podem ser feitas para as coisas serem ultrapassadas".

Andreia Filipe Leite tomou por isso mesmo uma decisão: "Vamos para a frente, isto não é uma sentença", não foi, "há de ser ultrapassado", foi.

Continue a ler esta notícia

Relacionados