O Metro de Lisboa descarrilou: 500 pessoas retiradas, duas revelaram "estado de ansiedade" - o que se passou - TVI

O Metro de Lisboa descarrilou: 500 pessoas retiradas, duas revelaram "estado de ansiedade" - o que se passou

Aconteceu na zona de Alvalade. Está aberto um inquérito para apurar as causas

A linha amarela do Metro de Lisboa reabriu por completo esta sexta-feira, cerca das 10:00, depois de um descarrilamento junto à estação de Alvalade. A linha verde, também afetada, vai reabrir por troços, estando ainda o Metro a definir quais e quando. 

Cerca de 500 pessoas foram retiradas esta sexta-feira de manhã das composições do metro de Lisboa após o incidente. Duas linhas foram afetadas. 

"O Metropolitano de Lisboa informa que a circulação de comboios nas linhas Amarela e Verde está interrompida desde as 07:48 de hoje devido a uma avaria no sistema de sinalização e que obrigou à saída de passageiros pela via na estação de Alvalade", esclareceu a empresa em comunicado.

Não se verificaram "quaisquer danos pessoais", adiantou a mesma fonte.

"O alerta foi dado às 07:50. Foi um pequeno descarrilamento na linha verde. Não há feridos. Os passageiros estão a ser todos retirados normalmente. Foi acionada uma ambulância por indisposição. Às 8:00 estavam a ser evacuadas as últimas três carruagens", adiantou fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa. 

Duas pessoas foram assistidas no local, confirmou a TVI. 

Eram 07:50 quando os Bombeiros Sapadores de Lisboa foram chamados ao local. "À nossa chegada, confirmou-se que uma das composições, ou uma das carruagens, estava descarrilada, ainda que na posição normal, apenas descarrilou do carril. Este processo todo envolveu cerca de 500 pessoas a serem retiradas das composições. Duas delas revelaram um estado de ansiedade tal que foram assistidas pelas equipas do Regimento Municipal", explicou José Matos, sub-chefe principal dos Sapadores de Lisboa no local.

"Não houve necessidade de encaminhamento hospitalar. A evacuação ocorreu de forma natural, calma e ordeira. Pessoas com alguma mobilidade por um lado, com menos mobilidade por outro, de forma ao processo ocorrer com alguma rapidez, devido ao ambiente térmico que se vivia no túnel", detalhou este bombeiro. 

As causas deste incidente estão por apurar. "O Metropolitano de Lisboa abriu já inquérito para averiguar as circunstâncias em que ocorreu esta situação e, sempre que se justifique, divulgará novas informações através dos seus canais de comunicação", diz a empresa de transportes. 

O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).

Continue a ler esta notícia