Os maquinistas do Metro Sul do Tejo iniciaram esta quinta-feira, às 00:00, um período de cinco dias de greves, divididos entre paralisação total e ao trabalho suplementar, tendo a empresa pedido às autoridades para que sejam decretados serviços mínimos.

Hoje, aqueles profissionais iniciaram a greve ao trabalho suplementar, que vai terminar às 24:00 de segunda-feira, dia 2 de janeiro.

Paralelamente, cumprem três dias de paralisação total, entre sexta-feira, 30 de dezembro, e domingo, 1 de janeiro.

Num comunicado divulgado na quarta-feira, a empresa que explora o Metro Sul do Tejo, metro ligeiro de superfície nos concelhos de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal, requereu às autoridades para que sejam decretados serviços mínimos.

Na base desta paralisação, está a falta de acordo com trabalhadores e empresa no que respeita ao Acordo de Empresa, a principal reivindicação dos trabalhadores, segundo o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ).

“Na sequência das ações de greve anteriores ocorridas nesta empresa, a fim de desbloquear o conflito, o SMAQ apresentou uma contraproposta negocial com o objetivo de se aproximar das posições da empresa. No entanto esta não foi aceite”, lê-se num comunicado hoje divulgado.

Segundo o sindicato, a Metro Transportes do Sul (MTS), empresa que explora o Metro Sul do Tejo, “respondeu de forma demasiado vaga, sem um compromisso objetivo e sério quanto a datas em matéria de negociação de um Acordo de Empresa”.

A empresa Metro Transportes do Sul, por seu turno, critica o sindicato, indicando que a estrutura representativa dos maquinistas avançou para uma paralisação ignorando aumentos salariais acima do que foi referenciado em sede de concertação social, e sublinha que a greve provocará constrangimentos.

No comunicado, a empresa refere que foi confrontada com dois novos pré-avisos de greve entregues pelo SMAQ, numa atitude que ignora “os aumentos salariais definidos para 2023, entre 7,4% e 9,6%, atingindo todos os colaboradores da empresa, incluindo os operadores de condução filiados neste sindicato”.

Quanto aos serviços mínimos, a Metro Transportes do Sul diz que, “apesar de o SMAQ considerar que não existe necessidade de determinação de serviços mínimos”, recorreu junto das autoridades públicas e “aguarda decisão da tutela ministerial”.

A empresa assegura que, apesar das greves registadas em outubro e novembro, a administração fez questão de manifestar ao SMAQ a sua disponibilidade para dialogar e negociar, no sentido de encontrar um entendimento entre as partes.

A MTS assegura que mostrou disponibilidade para iniciar negociações nesse sentido, mas, acrescenta, o sindicato marcou agora a paralisação, demonstrando assim que “não tem qualquer interesse em negociar”.

/ DCT