O Mundial arranca já nesta quinta-feira, com o México a receber a África do Sul (20h00) no jogo inaugural. Porém, a cerimónia de abertura poderá contar com protestos de manifestantes mexicanos.
Segundo relatos da imprensa internacional, como Al Jazeera e New York Times, sindicatos pretendem utilizar a «montra» do Mundial para se fazerem ouvir. Prometem bloquear o estádio Azteca, onde acontecerá o jogo, caso o governo não ceda às exigências.
A presidente mexicana Claudia Sheinbaum tem sido bastante visada. Nas últimas semanas as críticas centram-se, essencialmente, nos gastos que o México vai ter no Mundial, que é também coorganizado com Estados Unidos da América e Canadá.
De recordar que em fevereiro houve casos de violência nas ruas mexicanas. A situação intensificou-se à medida que os turistas foram chegando para o Mundial.
Os mexicanos alegam que o governo prioriza o Mundial em detrimento das necessidades sociais urgentes. Sindicatos de professores e também de juízes têm, nas últimas semanas, derrubado estátuas do Mundial e bloqueado estradas numa campanha anual por melhores condições de trabalho.
O governo, por sua vez, tem procurado tranquilizar a situação, enquanto reforça o policiamento nas ruas.