Patrícia Silva, medalha de bronze nos 800 metros femininos do Mundial de pista coberta, em Nanjing, na China, disse este domingo, depois da prova, que a «maturidade» e a «resiliência» foram a chave para o sucesso.
«Acho que se fosse a Patrícia de há algum tempo, o facto de não ter conseguido partir ao ritmo delas, que foi rapidíssimo, tinha-me posto logo fora da corrida, mas hoje consegui superar isso», referiu a atleta portuguesa, em declarações à Lusa, após a conquista.
A atleta do Sporting, de 25 anos, superou a polaca Anna Wielgosz, quinta classificada, além da suíça Andrey Werro, quarta classificada, na reta final. «Pensei: consigo correr tanto como elas, por isso, a certo ponto, elas vão começar a cair, ou eu vou começar a crescer», descreveu.
«Foi manter a cabeça fria. Fui conseguindo apanhar uma e outra, vi o grupo da frente e acreditei. Nos últimos 100 metros, estava toda rota já, mas eu queria tanto, que foi só abrir o coração», afirmou.
Patrícia, sétima classificada nos 1500 metros dos Europeus de pista coberta há pouco mais de duas semanas, em Apeldoorn, concentrou-se nos 800 metros – a sua distância de eleição – e, após o êxito, dedicou a conquista à avó, Maria do Rosário. «Ela já não está entre nós, mas está dentro do meu coração», concluiu Patrícia, que teve o atletismo sempre na sua vida, pelo pai Rui Silva, pela mãe e treinadora Susana Cabral, mas também pelo avô Carlos Cabral.
Esta foi a 17.ª medalha de Portugal em Mundiais de pista coberta, a única na 20.ª edição dos campeonatos.