Com 2,10 metros aos 13 anos, Mohamed Dabone dificilmente passaria despercebido entre os seus pares. O talento que desenvolveu no basquetebol tornaram-no rapidamente num fenómeno da modalidade, ao ponto de o Barcelona, clube onde joga, ter pensado em lançá-lo na equipa principal, na época passada. Só que os regulamentos não o permitiram.
A história foi contada pelo treinador dos catalães, Joan Peñarroya, à rádio RAC1. Depois de ter sido revelada a integração de Dabone nos trabalhos de pré-temporada dos seniores do Barça, o técnico contou que quis estrear o jovem na equipa principal, na última época.
«Para ele se poder estrear, é preciso cumprirem-se algumas condições relacionadas com a idade e outras questões burocráticas. Por isso, não tivemos permissão para o fazer», explicou Peñarroya.
Apesar de advertir Dabone a «manter-se focado» para poder singrar no basquetebol, o treinador do Barcelona não tem dúvidas de que o extremo/poste «é o mais forte com 13 anos» que alguma vez viu jogar.
Peñarroya espera poder vir a tirar algum proveito do talento de Dabone no Barça, e dos demais jovens formados no clube, antes de eles se mudarem para os Estados Unidos da América, o que considera ser uma inevitabilidade.
«Quando fizerem 18 anos, 99 por cento deles vão para a NCAA (campeonatos universitários norte-americanos). Até mais jovens, e isso muda muito as coisas. No Barcelona, temos jogadores na formação que podem alcançar coisas importantes, mas não os poderemos aproveitar no clube. Pagam-lhes na NCAA como se fossem estrelas da Euroliga, sem ainda estarem totalmente formados», refere o técnico.
Aos 13 anos, Mohamed Dabone é já internacional sub-19 por Espanha. Na época passada, conseguiu médias de 10,6 pontos e 7,4 ressaltos por jogo, nos sub-18 do Barcelona.
Sem surpresa, a NBA já anda de olho nele, com o jovem a ser apontado ao Draft de 2030, ano em que atinge a maioridade.