EUA iniciam testes genéticos em atletas femininas antes dos Jogos de Inverno - TVI

EUA iniciam testes genéticos em atletas femininas antes dos Jogos de Inverno

Ski (Frank Heinen/VOIGT/GettyImages)

Medida da FIS visa garantir competição justa, mas levanta debate sobre direitos e privacidade das atletas

A poucos meses do início dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, o Comité Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) anunciou que começou a identificar as atletas que deverão realizar os testes de gene SRY, para poderem participar na competição.

Esta medida surge na sequência de uma política da Federação Internacional de Ski e Snowboard (FIS), adotada no mês passado. A regra exige que as atletas que desejem competir em provas femininas realizem o chamado teste de gene SRY, para identificar o seu sexo biológico e garantir a elegibilidade para as competições. O teste tem um custo aproximado de 250 dólares (cerca de 215 euros) por participante.

Jonathan Finnoff, diretor médico do USOPC explicou à AP em que consiste o trabalho desempenhado por eles nesta fase. «O nosso papel nisso foi ajudar a identificar laboratórios e opções para que as atletas pudessem fazer o teste. A missão do USOPC era encontrar uma maneira de tornar esse processo o mais simples possível.»

Segundo a FIS, o objetivo da medida é proteger o desporto feminino e assegurar condições justas de competição. No entanto, a política anunciada tem gerado um intenso debate sobre privacidade, identidade de género e direitos das atletas.

De recordar que o USOPC já havia proibido a participação de mulheres transgénero em provas femininas, por conta de uma ordem executiva emitida por Donald Trump, intitulada «Manter os homens fora dos desportos femininos».

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