Mundial 2026: Brasil-Marrocos, 1-1 (crónica) - TVI

Mundial 2026: Brasil-Marrocos, 1-1 (crónica)

Brasil-Marrocos no Mundial 2026 (FOTO: Frank Franklin II/AP)

Muita parra e pouca uva, mais uma vez...

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Entrada em falso do Brasil neste Mundial 2026, ou algo parecido com isso. Se esperava ver um Brasil com um futebol espetáculo, desengane-se. Não é esse o futebol praticado pelas equipas de Ancelotti e isso ficou bem espelhado no empate a um golo diante de Marrocos.

RECORDE AQUI O FILME DO ENCONTRO.

No banco de suplentes não esteve a estrela maior desta constelação, mas não foi por isso que a presença de Neymar não se fez notar. Nas bancadas, os adeptos deliraram e o avançado do Santos acabou por assistir ao encontro na bancada.

Dentro de campo, o técnico italiano surpreendeu com a titularidade de Igor Thiago e o avançado do Brentford foi importante na ligação entre defesa e ataque, sobretudo pelas combinações com os colegas de equipa. Do outro lado, Marrocos entrou autoritário e com controlo da bola, criando alguns lances de perigo nos minutos iniciais.

Futebol ao primeiro toque, com um constante ataque ao espaço deixado entre os centrais brasileiros e o 1-0 a surgir dessa mesma forma. O passe de Brahim Díaz é meio golo, mas a finalização de Ismael Saibari supera-o. Alisson bem saiu dos postes para tentar intimidar o jogador do PSV, mas isso apenas fez com que visse a bola passar-lhe por cima da cabeça. Eu chamo-lhe uma «picadinha».

Certo é que Marrocos continuou a pressionar o adversário em todos os setores do campo, mas quem tem excelentes individualidades está sempre mais perto do sucesso. Sem qualquer lance de perigo criado até então, Vinicius Júnior recebeu a bola do lado esquerdo, fez o que melhor sabe e atirou em arco para o 1-1.

Este é daqueles lances que espelham na perfeição o pragmatismo do futebol praticado pelas equipas de Carlo Ancelotti. Fantástico assistir a uma viragem de 360 graus no jogo após este momento, já que o Brasil ganhou ânimo e esteve perto de fazer a cambalhota no marcador, com um pontapé acrobático de Paquetá.

Ao intervalo, Ancelotti tirou de campo os dois jogadores amarelados e o jogo transformou-se em algo aborrecido de assistir. Poucas ou nenhumas oportunidades de golo, diversos passes falhados na zona do meio-campo e tentativas de ambos os selecionadores de dar outro rumo à coisa.

Além da paragem para hidratação, as diversas faltas e tentativas de queimar tempo resultaram em dez minutos de compensação, período onde as duas equipas estiveram perto de chegarem à vitória. Danilo Santos rematou à figura de Bounou e do outro lado foi Alisson a ir ao relvado defender um pontapé rasteiro e perigoso de El Anyanoui.

Quer isto dizer que há um ponto para cada lado e as aspirações de Brasil e Marrocos no Campeonato do Mundo estão em aberto. Para quem assistiu, pedia-se era algo mais.

A Figura: Ismael Saibari

Escolher apenas um elemento da seleção marroquina foi difícil, mas a distinção acaba por recair sobre o jogador do PSV. O ataque esteve em boas mãos e foi dele o golo que deu vantagem (durante alguns minutos) ao conjunto africano. Uma finalização com classe, dentro de uma exibição bastante completa e que certamente vai abrir os olhos a clubes de outro gabarito. 

O Momento: «Vintage» Vinicius

A qualidade é reconhecida por todos e se há treinador que a sabe extrair é Carlo Ancelotti. Encostado ao corredor esquerdo, o avançado do Real Madrid foi trocando as voltas ao lado direito da defesa e saiu-lhe dos pés o golo do empate. De fora para dentro, rematou em arco e não deu qualquer hipótese de defesa a Bounou. 

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