O resultado espelha um 7-1 sem discussão a favor da Alemanha sobre Curaçao, mas não conta toda a história. A pequena nação caribenha estreou-se em Mundiais contra uma das equipas mais fortes e os adeptos puderam celebrar a presença em Houston.
Depois do jogo, o selecionador de Curaçao, o experiente Dick Advocaat, não estava chateado. «Temos de fazer deste um belo torneio», afirmou. «Podemos fazer uma surpresa no segundo e no terceiro jogo. No final, ficaremos contentes por termos feito parte do maior torneio de futebol do mundo», continuou.
«Esperávamos fazer mais contra a Alemanha, mas não conseguimos. Eles foram muito, muito fortes e sofremos alguns golos fáceis. Os jogadores sabem que, se perderem, não devem ficar desanimados. Isto não é uma vergonha», sublinhou Advocaat.
Aos 78 anos e 260 dias, o neerlandês participa no seu terceiro Mundial. Porém, não conteve as lágrimas após ouvir o hino de Curaçao no início do jogo.
«Isto está relacionado com a alegria do povo de Curaçao. É nestes momentos que as emoções vêm à superfície. Talvez seja da idade, tenho que tentar evitar. A alegria do povo é fantástica. Acho que nos podemos orgulhar», explicou.
Curaçao defronta a congénere do Equador no domingo, pelas 01h00, e a Costa do Marfim no dia 25, às 21h00.