Mundial 2026: Olise desembrulha e Mbappé entra para a história - TVI

Mundial 2026: Olise desembrulha e Mbappé entra para a história

França estreia-se no Mundial com uma vitória sobre o Senegal (3-1)

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A França entra vencer no Campeonato do Mundo com uma vitória que acabou por ser clara sobre o Senegal (3-1), em Nova Iorque, no palco da final. Os Leões de Teranga ainda ofereceram boa réplica na primeira parte, chegaram a atirar uma bola ao ferro, mas a França geriu muito bem o esforço físico, face às elevadas temperaturas e acabou por crescer na segunda parte, com Kylian Mbappé a bisar no jogo e a ultrapassar Olivier Giroud como melhor marcador da história da seleção francesa.

Confira o FILME DO JOGO

Grande ambiente no Estádio East Rutherforf, o palco onde todas as equipas vão querer estar dentro de um mês, onde se vai definir o novo campeão do mundo, com os adeptos dos Leões de Teranga a darem muita cor às bancadas. Didier Deschamps não inventou e apostou no onze mais expetável, com um ataque de respeito, com Dembélé, Doué e Olise no apoio direto a Kylian Mbappé. Mas do outro lado estava uma seleção africana em que praticamente todos os jogadores andaram na mesma «escola» dos franceses.

Oito jogadores do Senegal representaram mesmo a França em vários escalões da formação antes de optarem pelo país de origem, outros começaram nas academias de Dakar, geridas por treinadores franceses e quase todos jogam nas grandes ligas europeias, a maior parte em França, mas também em Inglaterra e Alemanha. Uma seleção africana, mas com princípios de jogo bem europeus, também com um ataque de respeito, com Sadio Mané (Al Hilal), Nicolas Jackson (Bayern Munique) e Ismaila Sarr (Crystal Palace).

A França, que esteve nas duas últimas finais - ganhou em 2018, na Rússia, e perdeu diante da Argentina, em 2022, no Qatar – procurou, desde logo, assumir as rédeas do jogo, com mais posse de bola, mas com toda a paciência do mundo, a jogar de pé para pé, sem pressa de chegar à baliza de Edouard Mendy. Do outro lado, um Senegal bem mais explosivo, ora evoluindo pelos corredores, em rápidas tabelinhas, ora apostando num futebol mais direto, com passes longos a explorar a velocidade do tridente da frente.

Uma França claramente a poupar baterias, face às elevadas temperaturas que se faziam sentir e, ao mesmo tempo, a procurar desgastar o adversário, circulando a bola de uma ala à outra, mas sem conseguir grande profundidade, tirando uma ou outra arrancada de Koundé que, sobre o flanco direito, combinava bem com Dembélé. O Senegal, por seu lado, colocava muita gente no corredor central e procurava sair a jogar com um ataque imediato à profundidade. Ismaila Sarr já tinha ensaiado duas ou três arrancadas quando, aos 26 minutos, Mbappé perde uma bola e Nicolas Jackson arranca a todo o gás pela esquerda e, pressionado por Upamecano, remata para o primeiro poste, com a bola a ir ao ferro e bater nas pernas de Maignan sem entrar. Um enorme calafrio para a seleção francesa.

A verdade é que a França não mudou, continuou a jogar da mesma forma, com muita posse de bola, mas depois com um futebol demasiado previsível no último terço e voltou a passar por novo calafrio, já em tempo de compensação, quando Ismaila Sarr apanhou uma bola a saltitar junto à marca de penálti, mas atitou por cima da trave. O intervalo chegou com a França com mais posse de bola, mas a verdade é que as duas únicas oportunidades de golo eram do Senegal.

Adivinhavam-se mudanças na seleção francesa, mas Didier Deschamps limitou-se a inverter as posições de Dembélé e Olise. Uma mudança subtil, mas que acabou por trazer resultados quase imediatos, até porque a França regressou com um ritmo bem mais elevado. O Senegal ainda ensaiou novas transições, mas, desta vez, a França respondeu. Kylian Mbappé começou por pedir um penálti, por uma falta de Sadio Mané na área, mas o árbitro assinalou pontapé de canto e nem os alertas do VAR e a revisão das imagens levaram-no a mudar de ideias.

Mais dez minutos e a França chegou mesmo ao golo, desta vez sem equívocos. Um golo que nasce num passe espetacular de Olise que, depois de uma simulação, colocou a bola entre os centrais para a entrada de kylian Mbappé que, face à Saída de Mendy, atirou a contar. Um golo histórico, uma vez que permitiu ao avançado do Real Madrid chegar aos 57 golos e igualar a marca de Olivier Giroud, na lista dos melhores marcadores dos Bleus.

O Senegal até reagiu bem ao golo e Jackson chegou mesmo a marcar, logo a seguir, mas o avançado do Bayern estava claramente adiantado e não valeu. Não marcou o Senegal, voltou a marcar a França, aproveitando o desequilíbrio dos africanos, com Rabiot a lançar Barcola que, acabado de entrar no jogo, fez o 2-0 com um remate cruzado.

Parecia que estava feito, até porque a França continuava a controlar o jogo e o Senegal começava a dar sinais de desgaste, mas o jogo ainda animou no tempo de compensação. Animou porque Ibrahim Mbaye ainda reduziu a diferença, com um fabuloso remate.

Um golo que deixou Didier Deschamps irritadíssimo, mas por pouco tempo, uma vez que Kylian Mbappé marcou logo a seguir, fixando o resultado final em 3-1, com o golo que o destaca, definitivamente, como o melhor marcador dos Bleus.

A figura do jogo: Kylian Mbappé para a história

Kylian Mbappé foi para este Mundial determinado em fazer história e consegui-o logo no primeiro jogo, com dois golos que lhe permitem ultrapassar Olivier Giroud para tornar-se no melhor marcador da história dos Bleus. Foi o avançado do Real Madrid que abriu o marcador, já na segunda parte, após uma grande assistência de Olise. Mbappé, que pelo meio queixou-se, e com razão, de um penálti que ficou por assinalar, fechou depois o jogo com o terceiro golo da França e um grande golo por sinal. Mais uma vez a passe de Olise, o avançado ajeitou a bola e, fora da área, bateu Mendy com um pontapé fenomenal. Um Mbappé que, desta forma, entra, desde já, com apenas um jogo, para os anais do futebol francês.

Momento do jogo: Olise desembrulha jogo com assistência sublime

É um lance para ver e rever. A França tinha sentido muitas dificuldades para criar oportunidades na primeira parte e, logo a abrir o segundo tempo, o jogador do Bayern mostrou como o futebol pode ser tão simples como eficaz. Simulou que ia colocar a bola em Dembélé, mas colocou-a entre os centrais, solicitando a entrada de Mbappé que atirou a contar para o primeiro golo do jogo. O jogador do Bayern está ainda na origem do terceiro golo da França, mas, nesse caso, o mérito é mais de Mbappé. Que pontapé!

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