Mundial 2026: Canadá-Bósnia Herzegovina, 1-1 (crónica) - TVI

Mundial 2026: Canadá-Bósnia Herzegovina, 1-1 (crónica)

  • Alberto Lapa
  • 12 jun, 22:33

Afinal de contas, o «soccer» tem uma palavra a dizer neste Campeonato do Mundo

No segundo jogo desta edição do Mundial 2026, no BMO Field, em Toronto, o Canadá empatou 1-1 com a Bósnia Herzegovina. Destaque para a titularidade dos «portugueses» Stephen Eustáquio e Amar Dedic.

Apesar de um empate com sabor amargo, sobretudo pelo volume ofensivo, a formação da casa apresentou-se aos fãs de «football» em grande plano e mostrou que, afinal de contas, o «soccer» tem os seus argumentos.

REVEJA A HISTÓRIA DO ENCONTRO.

O jogo começou com um Canadá naturalmente motivado por jogar em casa. Pressa na execução das bolas paradas, poucos passes até ao ataque e vontade de chegar ao golo foi a imagem de marca dos homens orientados por Jesse Alan Marsch.

A Bósnia, por sua vez, tentava contrariar a entrada forte da formação canadiana e impor, a espaços, o seu estilo de jogo. Mais fortes fisicamente e nos duelos aéreos, Lukic fez o primeiro do jogo, na sequência de um canto. Basic cobrou para o primeiro poste onde encontrou o veterano Kolasinac que, com classe, desviou para o avançado do Cluj escrever o nome na lista dos marcadores.

Com Stephen Eustáquio e Koné a comandar as tropas no meio-campo, o Canadá procurou responder, mas a insistência nos cruzamentos permitia à Bósnia recuar e tentar responder no contra-ataque, onde se sentia confortável.

O segundo tempo trouxe um jogo mais partido e, por consequência, mais oportunidades de golo. Aos 53 minutos, depois de uma bela jogada de envolvimento, Eustáquio deixou para Laryea e o ala-esquerdo rematou forte, mas Kolasinac - com uma corte importantíssimo - cortou em cima da linha, evitando o empate canadiano.

Na resposta, Demirovic no frente-a-frente com Crépeau, teve a oportunidade de ampliar a vantagem, mas a demora na tomada de decisão permitiu ao guardião canadiano desviar, já fora dos postes, a bola para canto.

O Canadá, no tudo por tudo para chegar ao golo, colocou Larin e Promise David em campo. Os dois avançados, mais potentes a nível físico, fizeram mossa na defesa bósnia. Aos 79 minutos, numa das primeiras vezes que tocou na bola, Larin restabeleceu a igualdade no encontro. 

Até ao fim, os norte-americanos mantiveram o ímpeto no encontro, mas como se costuma dizer: a pressa é inimiga da perfeição e a «fome» de conquistar a primeira vitória em Campeonatos do Mundo impediu a formação canadiana de definir as jogadas com o critérios que uma competição deste nível exige. 

MOMENTO: Explosão de felicidade em Toronto

Larin - que havia entrado no encontro há poucos minutos - levou as bancadas do  BMO Field ao rubro. Um remate do avançado restabeleceu a igualdade no encontro e mostrou aos fãs de «soccer» as belas emoções que o «football» pode causar.

A FIGURA: Oluwaseyi

Ao contrário do jogo cerebral de Eustáquio e Koné, Oluwaseyi surgiu como um autêntico «vagabundo» no ataque canadiano. Ora à esquerda, no centro ou na direita, o avançado de 26 anos foi um verdadeiro problema para a muralha bósnia, sobretudo pela velocidade que colocava em todas as ações do jogo. Faltou o golo, principalmente aos 48 minutos, quando deixou Katic pregado ao chão.

Continue a ler esta notícia