A globalização e o desporto andam de mãos dadas e o Mundial 2026 está recheado de perfis que o comprovam. É o caso de Folarin Balogun, ponta de lança que bisou na goleada dos Estados Unidos sobre o Paraguai (4-1). Filho de pais nigerianos, nasceu por acaso em Nova Iorque há 24 anos, a 3 de julho de 2001.
No princípio desse ano, o casal – residente em Londres – visitou Nova Iorque. Todavia, a companhia aérea impediu a mãe de Balogun de regressar ao Reino Unido, por entender que não estavam reunidas as condições de segurança para uma grávida de sete meses efetuar aquele voo de longa duração. Por isso, o casal permaneceu em solo norte-americano até Folarin Balogun completar dois meses.
Já em Londres, a aventura no futebol começou no Aldersbrook aos 6 anos. Ainda que tenha começado a jogar como defesa central, Balogun foi adaptado a médio ofensivo e avançado no Arsenal.
A estreia pela equipa principal dos “Gunners” aconteceu a 29 de outubro de 2020, na Liga Europa, pela mão de Mikel Arteta. Um mês volvido, também na competição europeia, Balogun estreou-se a marcar na visita aos noruegueses do Molde. Ainda assim, entre 2020 e 2021, o avançado apenas fez 10 jogos na equipa principal. Por isso, em janeiro de 2022, desceu ao Championship e foi emprestado ao Middlesbrough.
Em 2022/23, Balogun foi emprestado os franceses do Stade de Reims, onde se tornou titular indiscutível, acumulando 22 golos e duas assistências em 39 jogos. Por isso, no verão de 2023, o Mónaco desembolsou 30 milhões de euros.
Esta transferência fez de Balogun o segundo norte-americano a representar o Mónaco, depois de Freddy Adu, extremo nascido no Gana e vinculado ao Benfica entre 2007 e 2011.
Depois de oito golos e cinco assistências em 32 jogos na época de estreia pelos monegascos, problemas num ombro obrigaram Balogun a parar quase cinco meses. Por isso, em 2024/25 apenas disputou 16 partidas, com quatro golos.
Nesta temporada, ainda que longe de sucessos coletivos, o ponta de lança acumulou 19 golos e quatro assistências em 43 jogos pelo Mónaco, chegando ao Mundial 2026 de mira afinada. E para inveja de Inglaterra e Nigéria.
Três opções, uma escolha: os Estados Unidos
Uma vez que os pais são nigerianos, a seleção africana sonhou com Balogun. Todavia, Inglaterra e EUA estiveram sempre na linha da frente. O avançado representou os britânicos nos sub-17, sub-18, sub-20 e sub-21. Ainda assim, entendeu que teria mais espaço para se evidenciar nos norte-americanos, oficializando a decisão em maio de 2023, quando jogava no Stade de Reims.
Titular indiscutível na turma de Mauricio Pochettino, Folarin Balogun – também conhecido por “Titi” ou “Balo” – bisou contra o Paraguai, é o melhor marcador do Mundial 2026 e foi o primeiro norte-americano a bisar num Mundial desde 1930.
Quanto ao perfil técnico, Balogun destaca-se pela velocidade, combatividade e pela inteligência tática, deambulando até ao meio-campo e aos corredores para ajudar a desmontar a defesa contrária. Na primeira jornada do Grupo D, o ponta de lança capitalizou os espaços na área, ameaçou na profundidade, construiu a solo a partir dos corredores e mostrou mira sublime na hora do remate.
Por certo não tardará a regressar à elite do futebol europeu.