Irão e Nova Zelândia empataram a dois golos na primeira jornada do Grupo G, na Califórnia, num jogo com inevitáveis contornos políticos, face ao conflito armado dos Estados Unidos e Israel com o Irão. No momento do hino iraniano, o estádio dividiu-se entre aplausos e assobios.
Na madrugada desta terça-feira, Taremi foi capitão e titular nos iranianos.
🇮🇷 “MINAB 168”
Durante el partido, la hinchada de Iran mostró una bandera dedicada a las 168 niñas asesinadas el 28 de febrero de 2026 en la Escuela Primaria Shajare Tayebé en la ciudad de Minab, tras un ataque aéreo de Estados Unidos. pic.twitter.com/vhfAiMFWCN
— Fútbol y Política (@FutboliPolitica) June 16, 2026
O marcador foi inaugurado ao sétimo minuto pelo extremo Elijah Just. Pelo meio, os neozelandeses improvisaram uma jogada de futebol de praia e não deram qualquer hipótese ao guardião Beiranvand.
A resposta do Irão surgiu aos 32 minutos, pelo lateral Rezaeian. Depois de construir da direita para o meio, o defesa aproveitou uma sucessão de passes curtos e ressaltos para restabelecer a igualdade.
Na etapa complementar, Just combinou com Chris Wood pelo meio, fletiu para a direita e devolveu a vantagem à Nova Zelândia. Além de se tornar no primeiro jogador dos escoceses do Motherwell a marcar num Mundial, o extremo é o primeiro neozelandês a bisar na prova.
Pouco depois, aos 64m, o lateral Rezaeian voltou a evidenciar-se, desta feita com um cruzamento à direita, que encontrou o cabeceamento certeiro de Mohebi. O ala não se acanhou nos festejos e fez o gesto de disparos.
A igualdade deixa Nova Zelândia e Irão igualados a um ponto com Bélgica e Egito. Na noite de domingo (20h), Bélgica e Irão medem forças na Califórnia. Já na madrugada de segunda-feira (02h), Nova Zelândia e Egito jogam em Vancouver, no Canadá.
A Figura: Ramin Rezaeian
Envolvido nos dois golos do Irão, ora com golo (1-1), ora com assistência (2-2), este lateral direito surge como a típica figura de um Mundial que é desconhecido pela maioria e joga no país natal. Nesta madrugada, o defesa de 36 anos também acumulou uma interceção, 31 passes – em 42 tentados – recuperou a bola por cinco vezes, acertou quatro cruzamentos (em 11) e ganhou sete duelos – em oito.
O Momento: o hino do Irão
Este jogo esteve sempre em segundo plano, uma vez que a guerra no Médio Oriente domina as atenções há vários meses. Desde a hipotética desistência do Irão até ao arranque da prova, sem esquecer a viagem para o Ocidente. É a dinâmica mediática pretendida pelo presidente dos Estados Unidos, que certamente terá ficado satisfeito com as vaias ao hino do Irão na Califórnia. O jogo foi bem disputado – não propriamente vistoso – mas esteve sempre no segundo plano.