Martínez: «A ideia não era ganhar 5-0 ou fazer um jogo brilhante» - TVI

Martínez: «A ideia não era ganhar 5-0 ou fazer um jogo brilhante»

Portugal-Nigéria (António Pedro Santos/Lusa)

Selecionador Nacional comentou a utilização de Ronaldo até meio da segunda parte diante da Nigéria

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Roberto Martínez, Selecionador Nacional, em declarações na Flash Interview da RTP Notícias, após o triunfo por 2-1 frente à Nigéria no último particular antes do Mundial 2026.

Análise positiva do jogo com a Nigéria

«Eu acho que foi um amigável com muito significado para nós. Jogar contra uma equipa africana é importante, porque não estamos muito habituados a jogar com equipas africanas, e a Nigéria é muito semelhante ao Congo. Tem jogadores atacantes muito fortes, que utilizam muito bem os duelos. Em geral, é sempre importante ganhar e é sempre importante melhorar. Acho que a primeira parte foi uma primeira parte em que tivemos oportunidades muito, muito boas, mas a Nigéria arriscou muito com um bloco médio muito agressivo e, quando conseguíamos ultrapassar isso, criávamos oportunidades de golo. Mas eles também tiveram algumas oportunidades, o que é muito bom para nós podermos corrigir, porque é um aspeto que a RD Congo também faz muito bem. Depois, ao fazer nove substituições e acrescentar um novo nível à equipa, na segunda parte a Nigéria não teve qualquer remate enquadrado com a baliza. Controlámos bem o jogo, marcámos o golo e, por isso, estou muito, muito satisfeito com o trabalho feito pelos jogadores. Utilizámos 26 jogadores em dois jogos. Todos os jogadores estão prontos e preparados para ir ao Mundial. Sendo um jogo amigável, acho que foi muito bom para nós. A ideia não era ganhar por 5-0, nem fazer um jogo brilhante. O importante era ter um adversário difícil, um adversário perante o qual pudéssemos experimentar aspetos muito importantes para a preparação do Mundial. Fiquei muito, muito satisfeito com isso.»

O plano para Ronaldo

«O plano que tínhamos para o Cristiano, com base na informação que temos, era importante que jogasse entre 45 e 60 minutos. Depois temos sete dias até ao próximo jogo e era isso que tínhamos preparado para ele. Todos os jogadores tinham um plano individual. O Nuno Mendes tinha um plano de 30 minutos, o Vitinha tinha um plano de 45 minutos, o Gonçalo Ramos tinha um plano de 30 minutos e o João Neves tinha um plano de 45 minutos. Não é apenas o aspeto individual que é importante, mas também termos uma equipa que consiga aumentar o ritmo do jogo e terminar o encontro mais forte do que o começou. Isso mostra o trabalho bem feito dos jogadores, individualmente, durante os treinos, o foco e a clareza na execução dos conceitos. Acho que agora estamos muito mais preparados depois dos dois jogos que tivemos.»

Ainda não há onze para o jogo de estreia no Mundial

«Não tenho o onze, mas não tenho dúvidas. Há muitos aspetos em que temos muita clareza sobre aquilo que queremos. Depois, há muitos jogadores que estão a um bom nível e que podem desempenhar a mesma função e fazer o mesmo trabalho. O onze é uma consequência de todo o trabalho realizado até ao último dia. Sempre trabalhámos assim durante os últimos três anos e meio. Foram 40 jogos. Tenho toda essa informação e toda essa experiência, e isso ajuda muito. Vocês já sabem que a Seleção não trabalha com um onze fixo. Trabalha com jogadores que lutam para estar no onze inicial e criamos um ambiente competitivo até ao dia anterior ao jogo.»

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