Martínez: «Há maior competitividade para entrar no onze» - TVI

Martínez: «Há maior competitividade para entrar no onze»

Roberto Martínez (José Sena Goulão/Lusa)

Selecionador nacional lembra que a Hungria tem «o dobro de jogos em conjunto», mas garante que Portugal também é agora uma equipa muito mais experiente do que era no Euro 2024

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Roberto Martínez, selecionador nacional, na antevisão ao jogo com a Hungria, da segunda jornada do Grupo F da qualificação europeia para o Mundial 2026:

Uma vitória encaminha Portugal para o Mundial

«Já falámos que a fase de apuramento tem só seis jogos. Então, o jogo-chave é o próximo. E agora estamos aqui no estágio de setembro. O jogo de amanhã para nós é essencial. É essencial mostrarmos a mesma visão que tivemos contra a Arménia, o mesmo foco, a mesma concentração, a mesma atitude. E depois o resultado acontece a seguir. E é isso, seis jogos. Precisamos de nos focar em todos, como jogos essenciais e muito importantes».

Evolução da Seleção

«O que nós temos na Seleção é o talento individual. Depois precisamos de trabalhar juntos, de experimentar aspetos tácitos, olhar para dinâmicas, para as ligações. Amanhã serão 32 jogos desde que cheguei. E isso cria um aspeto diferente. O Europeu que fizemos na Alemanha não é a mesma coisa do que fizemos a seguir, com mais experiência, ao ganhar a Liga das Nações. E isso faz parte. Acho que há uma maior competitividade para entrar no onze. A personalidade, o que nós temos dos jogadores que saem do banco para fazer a diferença, tudo isso é muito importante. Estamos a falar da Hungria, em que o seu selecionador já tem 77 jogos. Vamos enfrentar uma equipa que tem ideias claras e que tem o dobro dos nossos jogos, para experimentar e conhecer o balneário. O desafio para nós é muito claro: continuar a crescer, mostrar a competitividade que nós temos no balneário e mostrar um desempenho como já fizemos contra a Arménia».

Hungria? Martínez viu os jogos contra a Alemanha e Países Baixos

«A Hungria tem uma estrutura defensiva muito, muito boa. Já o vimos nos jogos contra a Alemanha e contra os Países Baixos - duas equipas que querem ter sempre a bola. É uma equipa muito forte sem bola e depois o contra-ataque é uma arma muito, muito forte. Por isso, mesmo que não tem bola, a Hungria é muito perigosa. Mas não é só o que podem fazer no contra-ataque, também trabalham muito bem a bola parada, têm a qualidade de um jogador [Szoboszlai], que é o capitão e tem um papel muito importante».

O resultado com que Martínez sairia satisfeito da Hungria

«Falamos muito de resultados. No futebol pode jogar-se muito bem e perder. O que nós trabalhámos, no que nós  nos focámos, é no desempenho. Nós precisamos de demonstrar a mesma atitude, a mesma concentração, a mesma intensidade que mostrámos no último jogo e continuar a acrescentar durante os 90 minutos. Depois, no fim, podemos olhar para o marcador, para o resultado e avaliar. Mas o foco é jogar bem, sermos nós mesmos, mostrar personalidade. É um desafio jogar na Hungria, num estádio cheio, com um ambiente espetacular. O foco é o desempenho. Depois, o resultado, vamos ver. Mas o foco é tentar ganhar. Portugal, quando joga, tenta dar tudo para ganhar».

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