O que será mais relevante para a definição de um grande jogador de futebol? Muitos privilegiam o volume de golos no momento de recordar um futebolista, mas eles não são tudo. Pelo menos na opinião de Zlatan Ibrahimovic. E haverá alguém com mais moral para falar deste tema (ou de qualquer outro) do que o sueco?
Na base da reflexão de Zlatan esteve uma opinião de Alexi Lalas, que representou os Estados Unidos da América nos Mundiais de 1994 e 1998. O antigo defesa teve a ousadia de afirmar, com convicção, que coloca Erling Haaland acima de Ibrahimovic. O sueco, para surpresa de ninguém, não concordou.
«Ele precisa de fazer muito mais para alcançar o fenómeno da natureza», começou por dizer Zlatan, num painel da Fox Sports que incluía ainda um tal de Thierry Henry.
Lalas, atónito, perguntou: «O que tem Haaland de fazer mais?» Ancorava a sua convicção nos mais de 370 golos do avançado norueguês do Manchester City, que ainda vai nos 25 anos, mas isso não é suficiente para Ibra.
«Ele marca golos, é um matador na área, mas eu via-me em todo o lado, gostava de jogar com a bola. Ele é unidimensional, é inteligente, faz o que precisa para marcar, mas não faz mais do que aquilo de que é capaz», explicou o sueco, antes de dar a estocada final.
«Vi uma entrevista dele em que disse que o seu sonho era tocar duas vezes na bola e marcar dois golos. Eu diria outra coisa, que o meu sonho era tocar duas vezes na bola e marcar três golos.» Elementar, caro Zlatan.
A Noruega, de Haaland, Odegaard, Schjelderup, Aursnes e companhia, estreia-se no Mundial 2026 na noite de 16 de junho (23h00), frente ao Iraque.